segunda-feira, 5 de outubro de 2015

LISBOA - garimpando em terras lusitanas.


                Por ocasião de minha visita à capital portuguesa, pude constatar o quão rica de lojas é Lisboa. Eu já havia programado umas compras e, inclusive, reservado uns discos por lá em algumas lojas por email. Mas o que vi foi acima da expectativa...segue algumas observações minhas e fotos nas lojas.
Louie Louie:  Começo falando desta charmosa loja, numa rua estreita do bairro chamado Baixa Chiado – colada na estação do metrô.  Organizada, com sofás, aparelho para audição de vinis, barzinho para clientes! O Jorge Dias, dono do local, para minha surpresa havia realmente separado todos os itens que havíamos conversado por email.  Me poupou tempo, pois turista não dispõe disto normalmente quando está numa cidade no exterior e quer aproveitar tudo e muito rápido. Apesar disto, pude vasculhar outros itens na seção anos 80 – meu foco – e adquiri finalmente  alguns sonhos de consumo como a edição especial dupla do disco "The cost of loving"do Style Council e "Rage in Eden" do Ultravox. Recomendo esta loja pelos ótimos preços e numa área da cidade que é conhecida pela boemia, com barzinhos e ótimos lugares para ,inclusive, assistir a shows.
(http://www.louielouie.biz)
Discolecção: Esta loja é menor, fica numa ruela chamada Calçada do Duque ao lado do largo da Igreja de São Roque – a duas quadras do metrô Baixa Chiado. A loja é decorada com vários posters interessantes de época. O Victor é um sujeito muito bacana e me informou que a variedade não era muita por conta de estarmos fora do verão. Porém, a loja possui muita oferta e acabei por levar um do Dead can dance ("The serpent´s egg") que, creio, somente saiu no Brasil em cd. A loja tem muita visitação apesar de ser pequena e conta tb com alguns saldos que não tive como olhar com calma. Recomendada com certeza. Não possuem site. 
Garimpo na loja Discolecção, Lisboa
Sound Club store: Na Rua da Misericórdia e a cerca de uma quadra do Discolecção, encontramos numa galeria luxuosa esta loja com muita coisa em 12 polegadas (singles), compactos, artigos dos Beatles e vários gêneros. O preço não é tão convidativo, mas a loja prima pelo cuidado com seus itens. Acabei por levar apenas um também: ("Archictecture & morality" do OMD (Orchestra Manoeuvres in the Dark) com seu super-hit “Souvenir” de 1981. No segundo piso itens de world-music e DJ´s que preferi não conhecer. Eles não possuem site, apenas Facebook.
Garimpo na loja Sound Club Store, Lisboa 
 
Carbono: Esta é A loja se você quer comprar usados a preços convidativos e, creia-me, em estado de zero. Nem conto quantos LPs levei desta loja...apenas cito dois que buscava há tempos com preço justo - "In the flat field" do Bauhaus e um instrumental do Felt. A seção de usados é tão farta que você precisa de mais de 1 ½ para verificar e se perder em todas as ofertas. Haja money... A loja está organizada em estilos e a seção anos 80 é bem variada. Outros grupos – como U2, Pink Floyd, Led Zeppelin, etc, contam com seções em separado. A loja possui ademais picture discs (que não sei se estavam à venda), novidades em relançamentos 180 gramas, camisetas...é bastante ampla. Não consegui descontos, mas valeu pelo que pude adquirir em importados baratos (coisa de leve 5, pague 4). Estive duas vezes lá e não consegui visualizar tudo o que queria! A Carbono fica numa rua transversal à lindíssima Avenida da Liberdade – metrô Avenida ou Restauradores.(www.carbono.com.pt)

 
 
 
Garimpo na loja Carbono, Lisboa

Atenção: as lojas em Lisboa abrem tarde. Portanto, o melhor horário para garimpar é a partir de 13:00 hs. Recomendo a visita nestas 4 lojas e deixo a direção do mapa da mina no site abaixo. Valeu pessoal!
http://www.lisbonrecordshops.com 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

I & II - The Mission (singles, 1986).


Nos idos de 1988...
Esperei mais de 25 anos para encontrar em sebos ou feiras estes dois primeiros singles da banda. À época em que foram lançados receberam repercussão apenas da Fluminense (“Maldita”) FM, a qual tocava os b-sides e alternativos do rock inglês para uma legião de ouvintes fiéis. Gravei estas músicas copiando do k7 de uma amiga. E bem lembro que cheguei a fazer a capinha da fita utilizando uma foto da extinta revista BIZZ...bons tempos. O The Mission, pra quem não sabe, é fruto do racha nos Sisters of Mercy e seguia a linha gótica, com vocais guturais, temas densos e visual dark.

O show no Brasil...

A apresentação da banda de Leeds, Inglaterra, no Canecão (RJ) me lembro bem. Eles estavam na turnê da divulgação do “Children”, seu segundo LP, buscando atingir o público norte-americano (realizaram extensa turnê por lá) e passaram aqui na América do Sul também. Show abarrotado, porém consegui ficar com amigos bem lá na frente do palco. A banda deu a impressão de entrar “chapada”, mas fez um grande show, com todos os hits da época. Em certa hora, atiraram um morcego de pelúcia no palco (!), que foi bem recebido por Wayne Hussey e compartilhado com toda a banda. Uma amiga minha levou flores - entregues ao final do concerto ao vocalista. Enfim, um show inesquecível. Pude inclusive, no dia seguinte – e com informações quentes vindas de contatos – comparecer no Pão de Açúcar para esperar a banda descer do passeio no morro e angariar autógrafos de 3 integrantes. O baixista Craig Adams, muito arredio, saiu de fininho e ficou de fora.  Pena que à época, não tínhamos celular...

Os singles:

THE MISSION I – may 1986 UK Chapter 22 label 3-track 12 single: SERPENTS KISS / NAKED AND SAVAGE/ WAKE;  catalog number CHAP6/7.


THE MISSION II – july 1986 UK Chapter 22 label 4-track 12 single: LIKE A HURRICANE / GARDEN OF DELIGHT / OVER THE HILLS AND FAR AWAY / THE CRYSTAL OCEAN; catalog number
12CHAP7.

O “I” traz a melhor música da banda, “SERPENTS KISS”, a bela e sensual  “NAKED AND SAVAGE” e a climática “WAKE”, que parece ter saída de um conto infantil macabro... Creio apenas “NAKED...” não tenha sido tocada ao vivo. Este single chegou à posição 12 nas paradas independentes. O “II” traz a versão para  LIKE A HURRICANE de Neil Young, muito classuda e com a timbragem bonita de guitarras que o The Mission sempre utilizou. No mesmo clima rock´n´roll tem “OVER THE HILLS AND FAR AWAY”. Já “GARDEN OF DELIGHT” é mais sensual e “CRYSTAL OCEAN” fecha o trabalho com bela harmonia. GARDEN OF DELIGHT” ostentou por 2 semanas o topo da parada independente britânica em 86.
Estes são raríssimos por aqui. Single é algo que não tem reedição em 180 gramas, não tem em cd, não tem um grande número circulando no mercado –como os LPs - ,então é raro mesmo. Ainda por cima trazendo ilustrações bonitas de Sandy Ball nas capas, que perduraram até o single IV da banda e marcaram o lado visual  deles tanto quanto Derek Riggs marcou o Iron Maiden. Que o diga o palco utilizado na turnê britânica do primeiro LP da banda.

As timbragens, somadas à  voz inconfundível de Hussey e a afinada cozinha – característica de muitas bandas britânicas dos anos 80 – fazem uma mistura única que certamente encantou muita gente. Depois a banda meio que abandonou o lado gótico que predominou até o “God´s own medicine” (foto 3) e passou a investir – como já citei – no mercado dos EUA e em músicas no formato pop. Emplacaram mais hits, como a belíssima “Butterfly on a wheel” ou "Hands Across the Ocean" mas já tinham deixado o lado dark de lado. É isso aí, pessoal. Vale a pena conhecer o LP “The first chapter” que traz a maioria destas canções aí. Porém, eu prefiro o charme dos singles...
Foto 1 - LP "God´s own medicine"- crédito: acervo de Gilber de Oliveira Pontes (grupo Facebook Vinil e LP´s colecionadores).
 





 

 






 










 



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Hatfull of hollow - The Smiths (1984).


Eles foram a melhor e mais popular banda Pop inglesa desde Beatles/Stones/Who. Foram responsáveis também pela retomada das guitarras numa época em que bandas "posers" assolavam as rádios. Foram os responsáveis pela parceria mais original e prolífica desde Lennon/McCartney. Foram os responsáveis pelo nascimento de uma legião de fãs fiel, tocados pela beleza das texturas sonoras, pelo conteúdo das letras e pela entrega no palco. Poucos vocalistas se sentiram tão à vontade para falar de temas principalmente emocionais/existencialistas como Morrissey... 

O mundo Pop está até hoje à espera do surgimento de outro talento e genialidade como o de Johnny Marr... De sua simplicidade musical a seu distinto conceito de mídia (como as ilustrações de capas, o lançamento de singles diversos, a postura de não realizar video clips no formato padrão,etc.), a banda introduziu em grande estilo seu nome na galeria dos maiores nomes do Rock em todos os tempos. Eles foram a mais original banda das Ilhas nos anos oitenta, e para sempre continuarão sendo porta-vozes dos sonhos, das opiniões e dos sentimentos de milhares de pessoas no mundo todo. Os Smiths foram grandes porque falaram a linguagem que o ser humano mais entende: a das emoções.

Este é o álbum que melhor retrata o rock inglês dos anos oitenta. Também o melhor álbum dos Smiths. Recheado de algumas gravações contidas no primeiro álbum da banda, como "Reel around the fountain" ou "What difference does it make" e outras realizadas em sessões com o legendário radialista John Peel, o trabalho traduz tudo o que o grupo soube dar à música Pop e àos fãs: de situações caricatas presentes no cotidiano das relações humanas ("Girl afraid" - espécie de música símbolo da banda, tema por muitos anos do programa juvenil televisivo "Realce"), à conotações homossexuais ("Handsome devil"). De insatisfações político-sociais com o governo de Meg Tatcher ("Still ill"), ao rolo-compressor existencialista "How soon is now", considerada por muitos como a verdade-mor de sua carreira. E como não falar da criatividade musical do fenômeno Johnny Marr ("William it was really nothing"), a guitarra mais original do reino unido nos anos 80? Mas este disco se caracteriza por três canções simples, diretas e algo deprimidas, próprias da personalidade de Morrissey e da sensibilidade de Marr: "Back to the old house", "Please please please let me get what I want" e "This night has opened my eyes". Se só tivessem lançado este álbum, já teriam escrito seu nome na galeria dos grandes do Rock inglês e deixadas registradas as verdades de muitos de nós em pérolas musicais...

Eu particularmente não possuo a versão em vinil deste disco, mas agradeço aos colegas de Facebook pelo pronto envio das fotos ilustrativas desta postagem. Valeu pela contribuição!

crédito das fotos: 1. acervo de Edgar Soares (grupo Facebook "Vinil e LP´s colecionadores"); 2. acervo de Ricardo Santos (grupo Facebook "Vinil e LP´s colecionadores").

terça-feira, 7 de julho de 2015

Feira Carioca de vinil no salão do Bola Preta, RJ - 12 de julho.

Nesta eu cheguei e saí mais cedo, porém, pude apreciar alguns fatos que merecem destaque:

=> Esta estava mais interessante do que a última de dezembro/2014 e achei que havia mais gente prestigiando;
=> Água mineral a R$ 5,00 a garrafinha? Nem dando LP de graça! - fica a dica para os próximos eventos. Não paguei e acho absurdo cobrarem este preço;
=> Se notou alguns lojistas fazendo promoções superinteressantes de compactos - eu mesmo levei dois raros. Isto é muito bom, pois às vezes não se quer levar o LP por causa de uma única música. Havia uns 3 lotes a R$ 10,00 reais muito bom - mas não sei informar qual foi o lojista que tomou esta iniciativa...;
=> Muito lojista fala que tem bom preço, que isso, que aquilo, mas LP de rock que é bom e todo mundo procura, continua inflacionado! Compacto do Floyd nacional a R$ 40,00 é brincadeira. Nem em loja custa isso. Encontrei mais de uma banca cujos lojistas estão há umas 3 feiras com um lote enorme contendo os MESMOS Lps - e depois se escuta que a feira não foi muito boa, etc. Por que será? Porque está na hora de parar de querer cobrar LP nacional tipo Iron Maiden ou Stones a R$ 50,00 / R$ 60,00 os quais se encontram em qualquer esquina de rua. A maioria dos consumidores está bem informada sobre preços e não se dispõe a pagar o que se pede. Fica a dica: LP nacional mais fácil? Uns R$ 30,00 tá bom preço. Importado? Aí sim, vai depender.


Bem, eu consegui LPs em estado de novo nesta feira e listo a seguir os itens...tudo me saiu por menos de R$ 100,00. Saudações e espero que os vendedores se conscientizem de que ainda há muito LP circulando por aí e a galera não está de bobeira na avaliação, não. Antena ligada, gente!
  • Gonzaguinha (Da vida);
  • Simone (Ao vivo no Canecão, 79);
  • Egberto Gismonti (Corações futuristas);
  • Geraldo Vandré (coletânea);
  • The Cure (Standing on a beach - the singles. Importado francês);
  • Bee Gees (2 years on. Importado americano);
além de 2 compactos já citados acima.

Saudações.

==================================/========================================

Aos amantes do vinil, mais uma chance para conseguir aquele disco esperado: mais uma vez o Cordão do Bola Preta abre suas portas para abrigar uma feira de vinil. Vai ser neste domingo, 12 de julho das 10:00 hs - tome café reforçado! - às 20:00 hs.

 
Entre os expositores, estarão alguns de São Paulo (que creio não estiveram no Bennet em junho), a Mara Records, o Jerry do Lavradio, o Júnior discos da Pça. Tiradentes, entre vários outros.
Prestigie mais esse evento que somente reforça o domínio atual da mídia no cenário musical. Saudações a todos!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Projeto "O Som do vinil" da Editora Íma Editorial - entrevistas de Charles Gavin.

A editora Íma Editorial lançou recentemente uma coletânea de 4 livros do projeto "Som do Vinil", que reúne em livro e também em um site na internet (www.osomdovinil.org) entrevistas completas realizadas por Charles Gavin para o programa Som do Vinil, do Canal Brasil. Charles é um entrevistador que deixa falar - ao contrário de muitos que querem aparecer mais que o entrevistado - e, com isso, extrai o máximo de cada artista. Muito interessante a exposição de como começou o projeto, as razões de Gavin para iniciar este "movimento" e um pouco de seu passado antes de entrar nos Titãs. 


4 livros já foram lançados contendo material das entrevistas dos seguintes discos:
  • "Clube da Esquina" - Milton Nascimento & Lô Borges;
  • "Quem é Quem" - João Donato;
  • "Academia de Danças" - Egberto Gismonti;
  • "Nervos de Aço" - Paulinho da Viola.



O link para contato e aquisição dos livros é o seguinte: http://imaeditorial.com/ima3/somdovinil/.

As edições estão caprichadas e contém material do que não foi ao ar no programa, ou seja, a íntegra das entrevistas. Quem é aficionado por uma boa leitura e pela MPB não pode perder esta! Encomende já a coleção ou exemplares individuais pelo site. Meu agradecimento especial ao Jackson que me proporcionou esta ponte com o projeto dos livros. Boa leitura e saudações!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Lovinyl discos (Record Store) - loja do Centro, RJ.

Estive na inauguração da loja no dia 1 de junho - segunda-feira. Os responsáveis são o Wagner e o Willes. O primeiro organiza a feira de discos do Cordão do Bola Preta, que teve sua última edição em dezembro de 2014. Fui recebido - e muito bem- pelo Wagner.

 
 
A loja não possui muitos artigos importados, contando, porém, com muito material de MPB, Blues, Jazz e rock anos 70 e 80. Sem contar os compactos. Preços dentro da média ou até mesmo com preço bem camarada. Levei este da trilha sonora de Blade Runner em estado de novo por R$ 20,00. Gostei do ambiente, que fica na Rua das Marrecas, 48 / 301 perto dos Arcos da lapa. Apareçam e prestigiem este espaço a mais para os vinil-maníacos. Saudações.
 
  
 
 
 
 


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ghost in the machine - The Police (1981).

Sucesso absoluto do grupo, seu quarto álbum (de 1981) teve 3 singles estrondosos, foi número um em diversos países - incluindo a Inglaterra - número dois nos USA e vendeu somente neste mais de 3 milhões de cópias. É incluído igualmente na lista de melhores álbuns de todos os tempos em algumas listas.
A curiosa capa em gráfico digital (por Mick Haggerty) foi escolhida porque a banda acabou não se decidindo por uma foto. Mostra os três integrantes com a parte de cima do símbolo representando seus cortes de cabelo! Curiosamente foi classificada entre as 50 melhores capas numa lista da VH1. O conceito do álbum foi inspirado em obra de mesmo nome do autor Arthur Koestler, o qual também inspiraria posteriormente o álbum "Synchronicity", de 1983.


Foi o primeiro álbum em que a banda usou fortemente teclados e sopros. Já evidenciava um distanciamento de seus membros, pelo sentimento de perda de ação como power-trio nos arranjos em detrimento do uso excessivo de teclados ou mesmo letras descartadas em favor das idéias de Sting.

Enquanto que o lado um traz os arrasa-quarteirões do disco (excetuando-se "Demolition man", a mais fraca do disco), o lado dois é curioso. As 3 primeiras são pra cima, sendo as 3 últimas algo sombrias, voltando ao clima musical do começo do disco. "Rehumanize yourself" tem harmonia composta por Copeland - sendo que o mesmo instrumental iria aparecer depois na trilha de "Rumble fish" de Coppola, em 1983 (com outro nome). "One world" e "Secret journey" trazem as levadas reggae irresistíveis da banda: os pedais saltados de Summers, as linhas de baixo criativas de Sting e a afinação inconfundível da bateria de Copeland. "Darkness" fecha o disco de maneira lamuriosa, com um teclado muito marcante.


Outras curiosidades: o clipe de "Invisible Sun" (minha preferida) foi banido da rede BBC por conter imagens do conflito armado na Irlanda do Norte, enquanto que as gravações iniciais de "Every Little Thing She Does Is Magic" estouraram o orçamento que a banda tinha à época, pois o equipamento disponível em estúdio não foi suficiente para finalizar a gravação desta canção. Um discaço. Para mim o melhor da banda, superando inclusive seu multi-aclamado último álbum. Boa audição.
    
lado A:
1. "Spirits in the Material World"                    
2. "Every Little Thing She Does Is Magic"            
3. "Invisible Sun"                                    
4. "Hungry for You (J'aurais toujours faim de toi)"  
5. "Demolition Man"                                   

lado B:
6. "Too Much Information"    
7. "Rehumanize Yourself"     
8. "One World (Not Three)"   
9. "Omegaman"               
10. "Secret Journey"        
11. "Darkness"