segunda-feira, 22 de junho de 2015

Projeto "O Som do vinil" da Editora Íma Editorial - entrevistas de Charles Gavin.

A editora Íma Editorial lançou recentemente uma coletânea de 4 livros do projeto "Som do Vinil", que reúne em livro e também em um site na internet (www.osomdovinil.org) entrevistas completas realizadas por Charles Gavin para o programa Som do Vinil, do Canal Brasil. Charles é um entrevistador que deixa falar - ao contrário de muitos que querem aparecer mais que o entrevistado - e, com isso, extrai o máximo de cada artista. Muito interessante a exposição de como começou o projeto, as razões de Gavin para iniciar este "movimento" e um pouco de seu passado antes de entrar nos Titãs. 


4 livros já foram lançados contendo material das entrevistas dos seguintes discos:
  • "Clube da Esquina" - Milton Nascimento & Lô Borges;
  • "Quem é Quem" - João Donato;
  • "Academia de Danças" - Egberto Gismonti;
  • "Nervos de Aço" - Paulinho da Viola.



O link para contato e aquisição dos livros é o seguinte: http://imaeditorial.com/ima3/somdovinil/.

As edições estão caprichadas e contém material do que não foi ao ar no programa, ou seja, a íntegra das entrevistas. Quem é aficionado por uma boa leitura e pela MPB não pode perder esta! Encomende já a coleção ou exemplares individuais pelo site. Meu agradecimento especial ao Jackson que me proporcionou esta ponte com o projeto dos livros. Boa leitura e saudações!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Lovinyl discos (Record Store) - loja do Centro, RJ.

Estive na inauguração da loja no dia 1 de junho - segunda-feira. Os responsáveis são o Wagner e o Willes. O primeiro organiza a feira de discos do Cordão do Bola Preta, que teve sua última edição em dezembro de 2014. Fui recebido - e muito bem- pelo Wagner.

 
 
A loja não possui muitos artigos importados, contando, porém, com muito material de MPB, Blues, Jazz e rock anos 70 e 80. Sem contar os compactos. Preços dentro da média ou até mesmo com preço bem camarada. Levei este da trilha sonora de Blade Runner em estado de novo por R$ 20,00. Gostei do ambiente, que fica na Rua das Marrecas, 48 / 301 perto dos Arcos da lapa. Apareçam e prestigiem este espaço a mais para os vinil-maníacos. Saudações.
 
  
 
 
 
 


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ghost in the machine - The Police (1981).

Sucesso absoluto do grupo, seu quarto álbum (de 1981) teve 3 singles estrondosos, foi número um em diversos países - incluindo a Inglaterra - número dois nos USA e vendeu somente neste mais de 3 milhões de cópias. É incluído igualmente na lista de melhores álbuns de todos os tempos em algumas listas.
A curiosa capa em gráfico digital (por Mick Haggerty) foi escolhida porque a banda acabou não se decidindo por uma foto. Mostra os três integrantes com a parte de cima do símbolo representando seus cortes de cabelo! Curiosamente foi classificada entre as 50 melhores capas numa lista da VH1. O conceito do álbum foi inspirado em obra de mesmo nome do autor Arthur Koestler, o qual também inspiraria posteriormente o álbum "Synchronicity", de 1983.


Foi o primeiro álbum em que a banda usou fortemente teclados e sopros. Já evidenciava um distanciamento de seus membros, pelo sentimento de perda de ação como power-trio nos arranjos em detrimento do uso excessivo de teclados ou mesmo letras descartadas em favor das idéias de Sting.

Enquanto que o lado um traz os arrasa-quarteirões do disco (excetuando-se "Demolition man", a mais fraca do disco), o lado dois é curioso. As 3 primeiras são pra cima, sendo as 3 últimas algo sombrias, voltando ao clima musical do começo do disco. "Rehumanize yourself" tem harmonia composta por Copeland - sendo que o mesmo instrumental iria aparecer depois na trilha de "Rumble fish" de Coppola, em 1983 (com outro nome). "One world" e "Secret journey" trazem as levadas reggae irresistíveis da banda: os pedais saltados de Summers, as linhas de baixo criativas de Sting e a afinação inconfundível da bateria de Copeland. "Darkness" fecha o disco de maneira lamuriosa, com um teclado muito marcante.


Outras curiosidades: o clipe de "Invisible Sun" (minha preferida) foi banido da rede BBC por conter imagens do conflito armado na Irlanda do Norte, enquanto que as gravações iniciais de "Every Little Thing She Does Is Magic" estouraram o orçamento que a banda tinha à época, pois o equipamento disponível em estúdio não foi suficiente para finalizar a gravação desta canção. Um discaço. Para mim o melhor da banda, superando inclusive seu multi-aclamado último álbum. Boa audição.
    
lado A:
1. "Spirits in the Material World"                    
2. "Every Little Thing She Does Is Magic"            
3. "Invisible Sun"                                    
4. "Hungry for You (J'aurais toujours faim de toi)"  
5. "Demolition Man"                                   

lado B:
6. "Too Much Information"    
7. "Rehumanize Yourself"     
8. "One World (Not Three)"   
9. "Omegaman"               
10. "Secret Journey"        
11. "Darkness"              

quinta-feira, 28 de maio de 2015

XIV Feira de vinil do Instituto Bennet, RJ - 14 de junho.

Pois é. A melhor feira do Rio teve lugar no já tradicional Instituto Bennet num dia fabuloso de sol outonal na cidade, praticamente ocupando o domingo inteiro para delírio dos compradores. Ótimo ambiente, com tudo encima - lanchonete, banheiros e organização 10!


Os expositores conhecidos - Zoyd, Locomotiva, Zico & Chico, Zoeira (SP) e outros paulistanos atraídos pelo sucesso da feira compareceram. As já tradicionais lojas cariocas Tropicália Discos, Mara Records e Lovinyl obviamente marcaram presença. A feira "bombou" como já era esperado, com ofertas para todos os gostos e preços diversos.
  

Particularmente foi a melhor feira para mim. Levei os seguintes itens para minha coleção - que vem crescendo mês a mês. E o melhor, paguei preços justos por todos: 
  • Echo & the Bunnymen (Songs to learn and sing, nacional) - impecável;
  • Siouxie & the Banshees (Once Upon A Time / The Singles, nacional) - impecável;
  • Nirvana (Nevermind, importado) - reedição com as letras e vinil vermelho!;
  • Deodato (Prelude) - edição de 1973;
  • Zé Ramalho (A peleja do diabo contra o dono do céu) - completo, impecável;
  • Pink Floyd (The dark side of the moon, nacional) - em ótimo estado e barato, o que é difícil;
  • Pink Floyd (Meddle) - edição americana impecável; 
  • U2 (Boy, nacional) - impecável e ainda veio um pôster da banda que saiu na BIZZ de 1985!;  


 Já deixa saudades e aguardamos pela próxima a ocorrer no segundo semestre. Bye!
 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

The view from the top - Cat Stevens.

Nesta postagem falo de um disco que é uma compilação de músicas de Stevens de suas primeiras gravações (8 músicas de "Matthew and Son" e 9 músicas de "New Masters", sendo ambas de 1967) e que antecipavam o enorme sucesso do músico na década seguinte. Contém jóias pop que já prenunciavam aptidões radiofônicas como "Granny", "The First Cut Is The Deepest" e "The View From The Top".


Nada comparado ao estouro mundial do compositor com o álbum "Tea for the tillerman" (de 1970). Após uma década de intenso sucesso, Cat deixou a música em 1980 retornando apenas em 2006 com o nome Yusuf Islam, não sem antes produzir ele mesmo polêmicas fora da indústria do disco. Bem, vamos a algumas breves observações minhas sobre a obra:

A1) Where Are You - Linda balada, bem ao estilo que o consagrou.     
                                                                              
A2) Northern Wind - Com arranjos de cordas, bem densa. Outra que poderia muito bem ser tema de filme de época.

A3) It's A Super (Dupa) Life - Pop de rádio, alegre e descompromissada. Se Jean Luc Godard tivesse filmado "Acossado" no final dos anos 60, esta poderia tranquilamente ser tema do filme.
                    
A4) Lady - Balada tranquila e com um vocal cantado de forma moderada. Destaque.
               
A5) Bring Another Bottle Baby - Das minhas favoritas. Arranjo leve, bem tropical, típico som das canções californianas anos 60. 
               
A6) Granny - Esta chega a figurar entre os sucessos da primeira fase de sua carreira. Possui um dos melhores arranjos e melodia bem trabalhada.
              
B1) The Tramp - Interessante tema social com base em voz & violão e breve e bela intervenção de metal à moda hispânica.
                
B2) I'm So Sleepy - utilizando a voz no estilo infantil, Cat nos brinda com uma das melhores melodias do disco, bem intimista.
              
B3) Blackness Of The Night - pop music ao estilo balada intimista e com letra "lírica", lembra o tema A2 mas menos pomposa nos arranjos. Alcançou junto à "Kitty" apenas a posição 47 na parada britânica. 
                
B4) The First Cut Is The Deepest - sucesso do cantor e carro-chefe, a interpretação emotiva é uma das mais marcantes de sua carreira. Esta canção, além de sucesso em sua voz, também o foi com quatro outros artistas em regravações!
                  
B5) Come On Baby (Shift That Log) - harmonia dançante, sem grande destaque.
                    
B6) Humming Bird - Evoca uma nostalgia renascentista, com alta riqueza harmônica.
                     
C1) The View From The Top - Melodia bem trabalhada com orquestração pomposa, também um dos pontos altos do disco. Creio fale sobre um tema espiritual como tantos ao longo de sua carreira.
                     
C2) Portobello Road - Homenagem à famosa feira londrina. Alegre e viva, típica folk-song com assobios pontuando a harmonia, foi o primeiro single de 67 (segundo da carreira), alcançando o posto 28 na parada britânica. 
                                                                             
C3) I'm Gonna Be King - Apenas uma pop music ao longo do disco com timbres datados dos anos 60. Sem maior importância.
                 
C4) Moonstone *- Sua força reside na rica melodia, com instrumental de cordas bastante cheio.
                    
C5) I Love Them All *- Assim como outras desta fase, possui características típicas das canções dos anos 60, com final "lírico", eu diria...  
                     
C6) I've Found A Love - Típica música para as rádios, baseada em riff de violão e um regrão ganchudo. Pop song com uma ponte interessante.
                     
D1) Come On And Dance *- Pontuada por metais, também soa datada.
                     
D2) Image Of Hell - Com arranjo de country song, esta balada pungente lembra bastante as composições dos Bee Gees na década. A letra é sobre relacionamentos. 
                     
D3) I'm Gonna Get Me A Gun - De harmonia bem alegre e com ritmo frenético, creio ser uma crítica social bem ao estilo corrosivo de Cat. Alcançou o posto 6 na parada britânica.
                     
D4) A Bad Night - Pop de rádio com ritmo suave, poderia bem ser trilha de filmes de época.
                     
D5) Ceylon City *- Outra com características de arranjo e estrutura típicas dos anos 60 (junto às demais com *). Sem maior destaque. 
                     
D6) School Is Out - A harmonia segue a melodia em vários pontos e tem uma ponte instrumental maneira...mas nada comparada a outro sucesso seu com o tema escola: "Old school yard".

 
Esta edição é da Espanha (selo DERAM), duplo, com linda capa e contracapas. O formato gatefold traz duas fotos preto-e-branco do músico sacadas ao vivo. Uma belezura. Há outra edição (do selo DECCA) com a capa trazendo uma outra foto do cantor - mas na minha opinião, menos interessante.
Eu havia comprado este na extinta e saudosa "Modern Sound" em Copacabana e me desfeito do mesmo em 2011 (sic). Para minha surpresa, mais de 3 anos depois o mesmo disco voltou para mim. Sim, é o (meu) mesmo disco! Sei disso por alguns sinais perceptíveis no label e capa. Nem acreditei.
E o mais interessante é que pude ouvir melhor a obra e valorizá-la muito mais. Como o nosso momento de vida muda a "visão" da audição, não?
 
Fica a dica para quem quer conhecer o excepcional músico que é Cat Stevens,
antes da imensa fama nos anos70.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

XIII Feira do Vinil no Downtown, Barra da Tijuca.

No domingo 12 de abril rolou a XIII feira do vinil na Barra da Tijuca. Muito superior à do ano passado, diga-se de passagem...com ofertas e preços para todos os gostos e a presença de lojistas já consagrados aqui do Rio, como a "Tropicália", a "Mara Records" e "Satisfaction". Porém, marcaram presença também as paulistas "Zico & Chico" e "Locomotiva", por exemplo.

 
 
Nesta feira pude recomprar o The best of the Doors (duplo) a um preço ótimo, além do Under a blood red sky (U2) importado e o Late for the sky de Jackson Browne também importado. Este último, bem barato, comprei a título de curiosidade - pois não curto tanto assim o trabalho do compositor. Minha esposa levou lps de artistas nacionais na já tradicional banca do casal "Jerry Discos" que marca presença todos os meses na Rua do Lavradio.  
 
 
Domingo com sol e garimpagem é sempre bom. Achei também que contribuiu o fato de não ter muita barulheira de shows ou discotecagem alta - tornando o clima mais favorável em relação à última feira no Rio, no salão do Cordão do Bola Preta. É isso, pessoal. Agora, é aguardar a próxima! 
 
 
 

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Visita à Mara Records, RJ - 5 de abril.

A SuperNut Mara Records já é tradicional loja de vinil no Rio de Janeiro, porém eu só havia tomado conhecimento dela pelas feiras da cidade. Neste domingo de Páscoa eu e minha esposa tivemos a satisfação de conhecer a loja e seu dono, o Fábio.


A loja é especializada em venda de artistas nacionais, embora lá você possa encontrar rock, jazz, trilhas, cantores(as) de todas épocas,
compactos, enfim...muita coisa boa!
O cliente pode escutar um disco que esteja na dúvida ou curiosidade de comprar, além de ter a calma necessária - visto que as visitas são agendadas - para garimpar à vontade num parque de diversões somente seu. Nesta visita eu trouxe dois importados - um de Cat Stevens (pré fase
70´s), um de Barbra Streisand e o volume 2 do Festival MPB Shell de 1981. loja é especializada em venda de artistas nacionais, embora lá você possa encontrar rock, jazz, trilhas, cantores(as) de todas épocas, compactos, enfim...muita coisa boa! O cliente pode escutar um disco que esteja na dúvida ou curiosidade de comprar, além de ter a calma necessária - visto que as visitas são agendadas - para garimpar à vontade num parque de diversões somente seu. Nesta visita eu trouxe dois importados - um de Cat Stevens (pré fase 70´s), um de Barbra Streisand e o volume 2 do Festival MPB Shell de 1981.


Uma tarde muito proveitosa, de bom diálogo, humor, ótimos produtos e preços!
Enfim, agradecemos a hospitalidade do Fábio e pretendemos continuar a frequentar esta loja que é uma maravilha na zona sul do Rio...Enjoy!