sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Unknown pleasures - Joy division (1979).


                Nunca fui muito fã de Joy Division. Sempre achei a banda monótona, prá baixo, Ian Curtis um cantor de segunda, músicas lúgubres. Sempre tentei entender o porquê de tanta admiração pelo nome da banda. Mas quem disse que não amadurecemos a opinião? Algumas impressões da banda me fizeram mudar e respeitar mais o Joy recentemente...como por exemplo:
                a) Eles retrataram como ninguém a Manchester dos anos 80 e a opressão que recaía no proletariado da época e toda uma década de dureza que viria sob o governo de Margareth Tatcher;

                b) Ian Curtis curtia The Doors, mas, para mim, ele foi mais poeta. Morrison tinha letras muito chapadas, hippies mesmo – e  muitas delas ficaram obsoletas dentro da era 60´s. O Joy é mais atemporal, pouca coisa soa descartável no lirismo de Curtis;
                c) A cozinha influenciou toda a geração pós-punk dos anos 80, o que não é pouco. As temáticas sombrias e os timbres foram o estopim para o som gótico. A bateria industrial de Morris, as linhas de baixo inspiradas de Hook e a guitarra hipnotizante e seca de Sumner não existiam antes deles. Some-se a isso uma influência de Kraftwerk pra lá de positiva e o estrago estava feito - escola criada para 3 décadas de música pop;

                d) Os temas de solidão, introspecção, visões urbanas, símbolos de opressão de massas – como o nazismo – e forças demolidoras das grandes cidades terminaram por me conquistar. Poucas bandas conseguiram soar tão inovadoras em seu tempo, esta é que é a verdade.

                Acabei por me ater às impressões das letras para escrever este review, já que muito se sabe da arte da capa – que acabou virando um ícone pop - ,da sonoridade e da história da banda. Comprei o álbum influenciado pelos depoimentos do documentário da banda de 2007 (essencial) e pelo mistério que acompanhou a banda, muitos esclarecidos recentemente pelas publicações de Deborah Curtis e outros escritores. E saí atrás das letras do álbum de estréia, pois são raras as edições deste álbum que contenham as ditas cujas.

                Day of The Lords me remete ao nazismo, mas também pode ser a perda da inocência da juventude, jogos juvenis carregados de malícia. She´s lost control fala de um fato real, ocorrido quando Curtis testemunhou uma mulher “tendo um piti” nervoso num serviço público e que o marcou muito. Disorder pode ser a trilha definitiva de sua cidade-símbolo da revolução industrial, cheia de imagens (...“no décimo andar, pelas  escadarias abaixo, é uma terra de ninguém”). 



                Desilusão com a vida e trabalho, marca registrada do cantor presente em Candidate  (“...vivendo sob suas regras, é tudo o que sabemos”) como também Shadowplay (...”eu deixei eles usarem você para seus próprios fins”) e Insight (“...mas eu não me importo mais, perdi a vontade de querer mais.” ou “nós perdemos nosso tempo”). Sombras de um passado e da infância aparecem nesta última(“...eu me lembro quando éramos jovens”). A interpretação de “New dawn fades” é um pouco mais difícil, parece relatar a experiências pessoais de Ian. Estas são algumas de minhas impressões sobre este grandioso álbum. Não estão todas as canções, mas espero ter atiçado a curiosidade de quem quer conhecer um pouco mais a banda. Saudações!

crédito das fotos: Wikipédia.


ENGLISH VERSION
I've never been a big fan of Joy Division. I always thought the band monotonous, down, Ian Curtis a second singer, lugubrious songs. I've always tried to understand why so much admiration for the band's name. But who's to say one cannot change his mind? Some impressions of the band made me change and respect more the Joy name recently ... as for example:
a) They portrayed the Manchester of the 80´s better than any band and the oppression that rested in the proletariat through a whole decade of hardness that would come under the government of Margaret Thatcher;
b) Ian Curtis was into The Doors, but, to me, the first was more poet. Morrison was very high, into hippies lyrics– and many of his poetry became obsolete and attached to 60´s. Joy is more timeless, very little sounds disposable in Curtis´s poems;
c) The whole post-punk generation bass-drums was influenced by them, which is not a little point. Dark themes and timbres were the fuse for the Gothic sound. The industrial drums by Morris, the Hook-inspired bass lines and the mesmerizing, dry guitar by Sumner did not exist before them. Add to that an influence of Kraftwerk and the damage was done-school created for 3 decades of pop music;
d) Themes of solitude, introspection, urban visions, symbols of mass oppression – like nazism-and shattering forces of large cities conquered me. Few bands have managed to sound so innovative in their time, this is the truth.
I stick to the impressions of the letters to write this review, since so much is known of the cover art – which turned out to be a pop icon, the sound and the band's history. I bought the album influenced by statements from the band's 2007 documentary (essential) and the mystery that accompanied the band, many enlightened recently by Deborah Curtis publications and other writers. And I run out for some lyrics from this debut album, as rare are the editions which contain the written.
Day of The Lords brings me back to the Nazis, but also can be the loss of the innocence of youth, youth games filled with malice. She's lost control  speaks of an actual fact, occurred when Curtis witnessed a woman having a nervous breakdown in public service – it surely had an impact on him. Disorder can be the final track of his city-symbol of the industrial revolution, full of images (... "on the 10th floor, the stairs below, is a no man's land"). Disillusionment with life and work, the singer's trademark present in Candidate ("... living under its rules, is all we know") as well as in Shadowplay (... "I let them use you for their own ends") and Insight ("... but I don't care any more, I've lost the will to want more." or "we lost our time"). Shadows of the past and childhood appear in this last ("I remember when we were young"). The interpretation of "New dawn fades" is a little more difficult, apparently reporting the personal experiences of Ian. These are some of my impressions of this great album. Not all of the songs, but I hope to have woken the curiosity of those who want to learn a little more. Greetings!
photo credit: Wikipedia.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Cinco álbuns fundamentais(5): Dog man star - Suede (1994).


                Meu último item dos 5 álbuns fundamentais, “Dog man star” é o melhor disco dos anos 90 ao lado do segundo do Portishead, outra pedreira. Dos que eu conheço, acho que só o The Verve fez um álbum tão fenomenal quando este na década.
                O Suede tinha de provar a si mesmo em 94 que seria capaz de continuar seu rumo de sucesso após a saída traumática do guitarrista Bernard Butler ainda durante a maturação do álbum por questões pessoais (entre elas a morte de seu pai). Tarefa nada fácil, porém a banda sempre teve um bandleader dos maiores dos anos 90 na figura de Brett Anderson e encontrou no baixinho Richard Oakes – um fã da banda – a figura para assumir tal tarefa.  



                Vamos a ele. Não é um álbum para as massas (como o primeiro) , mas é um álbum mais conceitual, digamos assim. Introducing the band abre o disco de forma sombria e rápida, bateria acentuada nos tons e com vocais metálicos antevendo We are the pigs - uma ode ao caos (com um clipe simples mas magnífico) que poderia muito bem ter sido trilha sonora para a quebradeira nos subúrbios de Paris em algum ponto dos anos 2000.  Heroine possui soberbo trabalho de guitarra de Butler, muito up. Alguns singles estão até hoje como grandes sucessos da banda: The wild ones por exemplo, há quem considere a música mais perfeita da banda. Grande balada com vocal de outro mundo de Anderson (que bem poderia ter sido cantor lírico). Daddy´s speeding possui arranjo muito bom e ênfase nos teclados – mas não o trabalho de teclado mais xôxo que a banda seguiu depois de 96. The power é de um riff poderoso e auxiliado por cordas, lembrando muito canções de Bowie em sua fase pré-rocker. O single New generation é radiofônica, bem prá cima, com  guitarras marcantes e a bateria certeira para chamar o público a levantar-se nos shows. Particularmente não me é favorita. This hollywood life começa com sax sumindo em fade. É um rock vigoroso, com toda a banda pulsando forte e um solo marcante. The 2 of us é lindíssima balada, minha preferida no álbum junto à “We are the pigs”. Define algo da capa (por assim dizer). Algumas bandas tentam a vida inteira fazer uma balada assim, sem sucesso. Lírica! “Black or blue” traz um clima meio The Verve com arranjo que nos recorda as gravações de Scott Walker no final dos 60´s. Grandiosa. Enfim, Asphalt world (cuja maioria de seus fãs considera a melhor música deles) é uma obra-prima de harmonia / letra. Com reviravoltas harmônicas, climas contando sobre submundo, delírio, prostituição, etc...poderia ser lembrada como o é “Kashmir” na carreira do Led Zeppelin. Still life fecha o disco de forma calma, assim como o fecho do disco de 93 da banda: evocando espaço, casais, nos graves de Brett Anderson e pomposa orquestração. Não falo das letras porque o próprio encarte não facilita a tarefa, com péssima escolha de cores / fundo.  



                Vale ressaltar que o Suede saiu em turnê para a divulgação do disco consolidando sua posição de mestres do Britpop pela Europa, o que rendeu o maravilhoso dvd chamado “Introducing the band” com extras que incluem todas as projeções para as canções utilizadas ao vivo na turnê, além de clipes e os registros de partes dos shows propriamente ditos no norte do continente.

                A capa evoca um mix de Bowie (grande influência da banda) com The Smiths, trazendo uma imagem de solidão e erotismo. Se você quer conhecer algo do Britpop, comece por este disco, e o resto será restante. A melhor banda dos anos 90 britânico, com um guitarrista implacável – embora não tenha terminado o disco – e o melhor letrista/cantor. O que não é pouco. Eles estiveram no Brasil num festival Loola destes mas pelo preço e por ser em SP, acabei não indo. Abaixo, uma pequena coleção de revistas importadas com capa do Suede.



                Bem, com esta postagem fecho a série dos meus cinco álbuns fundamentais. Nada mal. 5 trabalhos, 4 bandas estrangeiras (uma de cada década dos anos 60 aos 90) e uma coletânea de MPB. Ecletismo, como defendo eu. Não se pode ficar "fechado" apenas em uma década de música. Existem milhares de trabalhos interessantes a expandir os sentidos auditivos! Saudações.
Crédito das fotos: discogs.com (1,2), coleção particular (3).

ENGLISH VERSION

               My last item of 5 fundamental albums, "Dog man star" is the best album of the 90´s besides  Portishead´s second album, another great one. I think only The Verve made an album so phenomenal like this in the Britpop movement.

               Suede had to prove himself in 94 that would be able to continue its course after the traumatic exit of guitarist Bernard Butler during the maturation of the album by personal issues (including the death of his father). Task not easier, however the band had a greatest bandleader in Brett Anderson and found in Richard Oakes - a fan of the band- the figure to assume the task.

               On to the album, now. It's not an album for the masses (like the first), but it's a conceptual album, so to speak. Introducing the band opens the way dark and fast, sharp battery in shades and with metal vocals looking ahead We are the pigs -an ode to chaos (with a simple clip but magnificent) that could very well have been the soundtrack for Qadir in the suburbs of Paris in some point of the years 2000. Heroine has Butler's superb guitar work, too. Some singles are today as the band's greatest hits: The wild ones for example, some people consider the most perfect music. Big ballad with lead vocals from another world to Anderson (who could well have been lyrical singer).Daddy's speeding ´ has very good arrangement and emphasis on keyboards – but not the keyboard work more limp Dick that the band followed after 96. The power is a powerful riff and aided by ropes, remembering very Bowie songs in his pré-rocker phase. Single New generation radio is, well up with striking guitars and drums accurate to call the public to rise in concert. Particularly it is favorite. This hollywood life begins with sax disappearing fade. Is a vigorous rock, with the whole band and thumping a solo. The 2 of us is beautiful ballad, my favorite on the album by the "We are the pigs". Defines something the cover (so to speak). Some bands try to whole life do a ballad like this, without success. Lyrical! "Black or blue" features a climate means The Verve with arrangement which reminds us of the recordings of Scott Walker at the end of the 60 ´ n. Grand. Anyway, Asphalt world (which most fans consider the best song of them) is a masterpiece of harmony/lyrics. With harmonic twists, telling climates on underworld, delirium, prostitution, etc. could be remembered as "Kashmir" in the career of Led Zeppelin. Still life closes the disc so easy, as well as the disc of the band 93: evoking space, couples, serious us Brett Anderson and pompous orchestration. I'm not talking about the letters because the liner notes do not makes it easy, with bad choice of colors/background.

               It is worth mentioning that Suede went on tour after the album release, consolidating its position of masters of Britpop by Europe, which yielded the wonderful dvd called "Introducing the band" with extras that include all the projections to the songs used on live tour, as well as clips and parts of the show´s registry in the North of the continent.

               The cover evokes a mix of Bowie (major influence of the band) with The Smiths, bringing an image of loneliness and eroticism. If you want to know something of the Britpop, go for this piece, and the rest is the rest.  The best band in the 90´s, with a relentless guitarist- although he has not finished the disc- and 90´s best lyricist/singer. They were in Brazil for the Loola festival but I don´t saw them for the price and distance combination. Below, a small collection of imported magazines with Suede  covers.

               Well, with this post I close the series of my five key albums. Not bad. 5 works, 4 foreign bands (one from each decade of the 60´s to 90´s) and a collection of MPB. Eclecticism, as I a\ rgue I. You can't be "closed" only in a decade of music.  There are thousands of interesting works to expand the ear senses. Greetings.
Photo credit: discogs.com (1.2), private collection (3).




               

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Cinco álbuns fundamentais(4): The game - Queen (1980).

               
                Mais um da série “meus 5 álbuns fundamentais”, o Queen me introduziu ao rock. Foi o grupo que me fez passar a escutar e consumir o estilo. A partir de uma fita k7 de um amigo de época (que na verdade não colecionava vinis nem nada) acabei tão entusiasmado pela música – e mais tarde pelos clipes do disco - que acabei levando o k7 de presente. E era cópia, hein? Posteriormente comprei o disco nacional deste meu amigo. Vieram outras aquisições do grupo que passou a ser meu preferido. Comprei todos até o fraco "Hot Space” de 82.

                Falar do grupo é chover no molhado. Há vasta literatura. O sucesso como uma das grandes bandas da história é bem documentado. Prefiro me ater às faixas do disco. Além de seus 4 sucessos explícitos (“Save me”, “Crazy little thing called love”, The game” e “Another one bites the dust” – todas lançadas com clipes promocionais) outras são as razões para se adquirir este álbum.

                Foi o primeiro disco do Queen utilizando sintetizadores e começou a ser germinado em 79, com a composição “Crazy little...”. A banda deixou de lado o visual glitter-histriônico dos anos 70 para entrar nos anos 80 mais clean, com visual de badboys dos anos 50. A capa é muito bacana e as edições laminadas do disco são um must. A banda reparte entre si as composições de forma bem distribuída, com todos trazendo ótimas canções – e o que é melhor para quem gosta de pop – de curta duração. Se não me engano foi o primeiro produzido por eles também. Chegou à primeira posição em 4 países.

                Não vou falar dos sucessos... “Dragon attack” é uma pedreira, com a cozinha arrepiando enquanto abre espaço para May desfilar pontiagudas notas de sua guitarra inconfundível. “Need your loving tonight” é mais animada e traz como marca o coro de vozes bem colocadas dos 4 e que também se diz presente em “Sail away sweet sister”. “Coming soon” mostra Roger Taylor num perfeito domínio de apoio nos backing-vocals e “Don´t try suicide” é uma baita composição, climática como pede a letra, com linda linha de baixo, intervenções com um timbre muito legal de May, aquele coro de refrão bem construído pela banda e um final em fade maravilhoso...”Rock it” me soa como a menos interessante do disco (perdoável). Isto tudo fora as letras sensacionais e as melodias super bem encaixadas por Mercury (sem comentários) e por 2 backing-vocals de peso como May e Taylor.






                Lembro que gostava de ficar batucando ao imitar as viradas de Roger, lembro do clipe sensacional de “Save me” – até hoje um dos mais belos dos anos 70 (e antes da MTV) e a harmonia arrasa-quarteirão de “Another one bites the dust” para colocar a casa de pernas pro ar (meu irmão sofreu) e provando que de funk a banda entendia bem também! Um discaço – o meu preferido da banda – que moveu a banda de forma a consolidar sua posição como uma das mais bem sucedidas da história do rock. God save the Queen.

Crédito das fotos:  Wikipedia (1), Discogs (2,3).        

ENGLISH VERSION

Another in the series "my 5 fundamental albums", Queen introduced me to rock. They were responsible to made me listen to and consume the style. From a tape from a friend of the time (which does not actually collected vinyls or anything) I got so excited by the music – and later by clips from the album - that I ended up taking the k7 as a gift. And an outworn copy, right? Later I bought the album copy from my friend. Then came other acquisitions of the group who happened to be my favorite since then. I bought all the stuff  until 82´s "Hot Space".
Talking about the group is like “raining in the wet” as we call here in Brazil (rs). There is vast literature about them so the success as one of the greatest bands in history is well documented. I'd rather stick to its tracks. In addition to its explicit 4 hits ("Save me", "Crazy little thing called love", The game" and "Another one bites the dust" - all released with promotional clips) there are other reasons to purchase this album.
Was the first album by the group using synthesizers and started to be germinated in 79, with the composition "Crazy little ...". The band left the histrionic glitter visual of the seventies to enter the 80´s more clean, wearing a badboy look of the 50´s. The cover  is very cool and laminated editions of the album are a must. The band share among themselves the compositions so well distributed, with everyone bringing great songs – and what's best for those who like pop: short songs. If I'm not mistaken, was the first album produced by them as well. Peaked number one in 4 countries.
I'm not going to talk about the successes… "Dragon attack" is a quarry, highlighting the drum & bass work while making room for May pointing his accurate guitar notes. "Need your loving tonight" is one of the “ups” from the record and brings their well-known voice arrangement (also noted in "Sail away sweet sister"). "Coming soon" shows Roger Taylor in a perfect area for support in backing vocals and "Don t ´ try suicide" is one hell of a composition, climate as the title points, with beautiful bass line, guitar interventions with a very nice timbre, a pop chorus and ending in fade. "Rock it" sounds like the least interesting of the disk. All this with great lyrics and melodies well fitted for Mercury great chant (no comments) and 2 superb vocal supports by May and Taylor.
            I remember trying to tap imaginary drums like Roger, I remember the sensational clip of "Save me" – one of the most beautiful of 70´s (and before MTV!) and the harmony blockbuster of "Another one bites the dust" putting my house down -  and proving the band also understood funk rhythm too! My favorite Queen work – that moved the band in order to consolidate their position as one of the most successful in the history of rock. God save the Queen.

Photo credits: Wikipedia (1), Discogs (2,3).  

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

XVIII Feira de vinil no Instituto Bennet, RJ - 13 de novembro.

A XVIII feira estava excelente (como sempre) e nem a chuva atrapalhou. Seguem os itens comprados:
  • Unknown pleasures (Joy Division, reedição 180 grs da Rhyno);
  • Extractions (Dif Juz - da gravadora 4AD);
  • Filigree & shadow (This Mortal Coil - da gravadora 4AD);
  • Invisible sun (The Police - single 7");
(atualizado em 15/nov/2016 com fotos da feira por: Wilza Santos).

A Feira do Vinil do Rio chega à 18º edição no domingo, 13 de novembro. Como já de costume, no Instituto Bennet, Flamengo, de 11:30 até 20:00hs.


Neste evento o premiado – com o Troféu Feira do Vinil - será o compositor, arranjador e maestro Arthur Verocai, além do  lançamento de 2 livros: “História e Discografia Ilustrada do Rock Instrumental na América do Sul e as Raridades Vocais” (Laércio Martins) e o outro “Memórias do Baterista Canhoto”, de Romir Andrade, que já foi baterista de Roberto Carlos.
A feira é gratuita, apenas solicitando como entrada simbólica 1 (um) kg de alimento, a ser doado para a Seara Espiritualista Falangeiros de Aruanda (SEFA) e organizada pelos produtores Marcelo Maldonado e Marcello MBGroove (coletivo Vinil É Arte).


Nesta 18º edição também haverá o lançamento do disco "Joutro Mundo presents Brazilian Boogie e Disco Reworks vol. 1",  do DJ e produtor Jonas Rocha. Durante o evento vários DJs apresentarão seus sets em vinil e cerca de 60 expositores de todo o Brasil estarão presentes com discos e cds. A feira terá também estandes de venda de cds, equipamentos de áudio, marcas de roupas e acessórios com esta temática.


Uma das maiores feiras do Brasil em matéria de vinil...você não pode perder esta! Rumo às bolachas!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Entrevista com a Sebo Espaço Alternativo / Feira Vinil Vivo de Curitiba (PR, setembro 2016).

          Por ocasião de uma viagem de turismo à Curitiba, resolvi fazer um tour por lojas de vinil da capital paranaense, sabedor do significativo movimento de vinil por lá há tempos. E foi hiper produtivo...
         
As lojas de Curitiba são relativamente perto umas das outras, concentrando-se a maioria no Centro. O melhor para o bolacheiro/garimpeiro é se hospedar próximo à Praça Osório, por exemplo. Soube - quando cheguei - que a Feira do Canal da Música havia sido cancelada (sic), tornando-se fundamental percorrer as lojas durante minha estada. Houve tempo para tudo, por sorte. 

De maneira geral, as lojas são bem organizadas, ainda que eu não tenha encontrado grandes novidades em 180 gr. e nem muito material de bandas oitentistas (meu foco). Fui a 3 delas. A primeira, do já amigo Werkley, a Sebo Espaço Alternativo. A loja conta com miniaturas, gibis, dvds, cds, e, claro, muito vinil. Muito dez e com atendimento diferenciado! (fotos 2, 3 e 6)


           A segunda foi a Sonic Som (https://www.facebook.com/EspeciariasSonoras/?fref=ts). Esta me pareceu a melhor das que visitei, com variedade grande de estilos (alguns vinis lacrados) e uma loja que conta também com antiguidades e objetos para decoração vintage. Muito exótica! (fotos 4,5).




          A terceira - da qual não levei nada mas vale a menção - foi a HiFi (https://www.facebook.com/Hifi-Sebo-533517173330216/?fref=ts), com muitas bolachas e também miniaturas. Pouca coisa importada, mas variedade na área pop. (foto 7). Vale a conferida nas três, pessoal. Os preços obviamente variavam bastante, como rezam as regras atuais para o vinil. Consegui levar 3 LPs por bons preços e ótimo estado.



            Ao sair para Curitiba, já sabia da 1 Feira Vinil Vivo, no Hotel Nacional Inn. Obviamente fui como oportunidade de marcar presença numa feira no Paraná. Esta ofereceu, além de uma sala com alguns dos expositores da capital, venda de mercadorias para cozinha, banho, perfumes, chocolates, decoração - muito bem organizada e com ótimos produtos. A seção de vinil bombou (foto 9). Desta feita, levei o segundo do Fellini com o pessoal da "Nosso acervo" (foto 8).


          Também fiz uma entrevista com o Werkley da Sebo Espaço Alternativo (https://www.facebook.com/seboespacoalternativo/?fref=ts), a qual transcrevo abaixo. Agradeço o tempo do amigo lojista que, além de atender super bem, possui uma loja pra lá de bacana...valeu, Werkley! Também agradeço a acolhida dos curitibanos. Até a próxima, pessoal...

•Quando a SEA iniciou os trabalhos - quanto tempo tem a loja de vida? R: Iniciei a loja em 1989 com o nome de Alternatyva Records, somente com discos de vinil e camisetas de bandas. A tecnologia evoluiu e veio o advento do CD , que na época era divulgada pela mídia e por toda a indústria fonográfica como a oitava maravilha do mundo, não riscava, não pulava ,era de fácil transporte (pelo seu tamanho) e o som era imbatível, um som digital, limpo, sem ruído ou chiados (presentes nos discos de vinil). Como o brasileiro adora novidades e estar na "moda" rapidamente o disco de vinil foi posto de lado e trocado pelo cd , que decretou a "morte" do vinil. Com o passar dos anos o cd por si próprio se encarregou de acabar com o mito criado e provou que além de ser fácil de piratear o som do cd não é nem de perto aquilo que foi "alardeado" e por consequência se encarregou de "trazer" o vinil de volta. No formato de "sebo" e com o nome de Espaço Alternativo a loja vai fazer 9 anos.

  •Qual o estilo de rock que mais vende em sua loja? R: O rock vende bem em todas as suas denominações: rock clássico ( beatles / rolling stones / david bowie , etc..) hard rock / heavy metal (ac/dc, iron maiden, kiss, led zeppelin, deep purple , etc ...) pop (u2 / rem / talking heads ) progressivo (yes/ pink floyd , etc ) death/trash /black e outros (slayer / sepultura / korzus / exciter / venom, etc ..) rock brasileiro anos 70/80 ( mutantes / titãs / secos e molhados /casa das maquinas, etc).
  •Quais suas 3 bandas preferidas? R: minhas 3 bandas preferidas ....kiss / iron maiden / slayer.
  •Você possui coleção particular - pode falar a respeito sobre o número de seu acervo e década principal dos grupos da mesma? R: Sim , tenho coleção particular dividida entre discos de vinil, cds e dvds, além de inúmeras revistas e memorabilia . 95 % da coleção é rock principalmente internacional como Kiss que tenho tudo e muito mais , iron maiden , black sabbath , running wild , savatage , slayer , possessed , anthrax , faz tempo que não conto, mas devo ter uns 2.500 - 3.000 itens entre vinil /cd / dvd ...talvez mais.
  •Um recado para o pessoal amante do vinil. R: A todos os fâs do vinil que já são clientes e p/ aqueles que não conhecem o Espaço Alternativo venham fazer uma visita e garimpar aquele vinil que você procura há tempos , sempre com preço justo e com novidades toda semana. Aceitamos encomendas e fazemos trocas (mediante avaliação) .




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Cinco álbuns fundamentais(3): Festival MPB 80 - vols. I e II (1980).

                Bom, este par de discos também faz parte do meu quinteto de ouro entre as 5 obras mais importantes da minha vida de apreciador musical. E por quê?

                Os festivais estavam mortos durante o fim da década de 70, sendo o último importante o “Abertura” de 1975, que trouxe Djavan e Luís Melodia ao grande público. Em 1980 a Rede Globo decidiu investir pesado num novo formato, com 4 eliminatórias e a grande final num Maracanãzinho abarrotado. Em 1980 eu não havia nem entrado na adolescência e lembro vagamente das eliminatórias (acho que eram às sextas-feiras), com muita música ruim, mas muitos artistas interessantes. Não via tudo mas cheguei a assistir alguns trechos. Como não lembrar das caras e bocas de Dusek? De arranjos maravilhosos? Apesar de não estar tão envolvido com música à época, o festival arrebatou os televisores e atenção de todo o Brasil. Pena que eu não tinha idade ainda para frequentar shows daquele porte. Mas a magia dos artistas que deixaram subsequentemente sua marca na nossa música oriundos deste festival é de uma qualidade incrível... Boas lembranças de um Rio de Janeiro bem mais interessante que o atual. Grandes memórias pessoais, saudade...Que me desculpem os moderninhos.   


                Este festival teve importância fundamental para a segunda geração da MPB – pós Tropicália, Baianos e de artistas já consagrados como João Bosco, Gonzaguinha, Fagner, etc., pois revelou nomes como Sandra de Sá – e sua poderosa voz soul - ,Eduardo Dusek com seus paetês e mis-en-scène,  o saudoso Jessé – a melhor voz do Brasil? (aliás, ganhou como melhor intérprete com a belíssima e eterna “Porto Solidão”), além de consolidar artistas como Oswaldo Montenegro – que já havia faturado o terceiro lugar do festival da Tupi em 1979 com “Bandolins”, Amelinha – que vendeu 1 milhão de cópias com seu “Foi Deus que fez você” (um feito que acho nenhuma outra cantora nacional conseguiu), a segura Fátima Guedes, Joice – que voltava ao Brasil depois de carreira no Japão - e muitos outros artistas que já tinham nome no cenário nacional como Guilherme Arantes, Pepeu e Baby e por aí vamos.

 
                Razões não faltam para adquirir os discos: desde as consagradas canções que saíram em compacto e venderam muito, àquelas que não ficaram na memória do povo mas igualmente fenomenais como “A Massa” de Raimundo Sodré – terceiro lugar – “Festa da carne” (com uma letra de outro mundo) e “Essa tal criatura” - defendida por Leci Brandão. Barra pesada para o júri de então. A meu ver a final tinha pelo menos umas 7-8 canções com grandes chances de arrebatar o primeiro lugar. Foi o último grande Festival junto ao MPB Shell de 1981. Nossa MPB é mesmo a maior do planeta!!!   
 
                Minha mãe havia adquirido posteriormente o compacto de “Agonia” – ganhadora do festival  e posteriormente incluída para alavancar as vendagens do álbum daquele ano de Oswaldo – e se tornou até hoje uma das minhas canções de sempre. Fui comprar o par de LPs muitos anos depois, numa feira do Rio. Dois exemplares perfeitos. Um deles acabou autografado num show numa noite de ouro em Copacabana por Amelinha! (vide foto). Comprei também o exemplar da extinta revista Manchete daquele mês de agosto com uma matéria ótima sobre a grande final. Encontrei também uma matéria bacana deste festival no blog: http://festivalesdempb.blogspot.com.br/search/label/1980 de Evangelina Maffei. Apreciem este grandioso registro de nossa música, amigos.
Crédito das fotos: Alvaro Az.

ENGLISH VERSION
                Well, this pair of discs is also part of my 5 favourite ones (and of most importance) as a music lover. And why?

                The festivals were down during the end of the 70´s, being the last important the so called "Abertura" (1975), which brought Djavan and Luís Melodia to the general public. In 1980 Rede Globo decided to broadcast and invest in a new format with 4 qualifier dates and the grand final in a crowded Maracanãzinho. In 1980 I had not even entered the adolescence and I vaguely remember the playoffs (I think it was on fridays), with a lot of bad music, but many interesting artists. I haven't seen everything but I got to watch some excerpts. How not to remember the strange mood by Eduardo Dusek? And their general wonderful arrangements? Despite not being trully involved with music at the time, the festival snatched the televisions and attention in all country. Too bad I wasn't old enough to attend concerts of that size. But the magic of the artists who subsequently left their mark on our music from this festival is of an amazing quality. Fond memories of a Rio de Janeiro far more interesting than the current. Great personal memories and nostalgia. I'm sorry, modern ones.
                This festival was of fundamental importance for the second generation of MPB - post Tropicalia, Bahia scene and established artists like João Bosco, Gonzaguinha, Fagner, etc. - as it  revealed names like Sandra de Sá - and her powerful soul voice- Eduardo Dusek with his extravaganza and mis-en-scene, the late Jessé- the best male voice in Brazil? (Incidentally, won as best performer with the beautiful and eternal “Porto Solidão"), as well as consolidate artists such as Oswaldo Montenegro -which had already won the third place in Tupi festival in 1979 in duo with partner Jose Alexandre singing "Bandolins"-, Amelinha – which sold 1 million copies with single "Foi Deus que fez você" (a mark that I think no other national female singer achieved), a secure Fatima Guedes , Joice – who returned to Brazil after a career in Japan - and many other artists who had already stablished themselves on the brazilian market such as Guilherme Arantes,  Pepeu/Baby and there we go.

                There is good reasons to purchase the disks: from the hallowed songs that came out in 7´ format and sold a lot to those who didn't get in people's memory but also are phenomenal such "A Massa" – which won third place –, "A festa da carne" (with lyrics from another world!) and "Essa tal criatura" - advocated by Leci Brandão. Such a hardcore work for the jury! In my opinion the final date had at least 7-8 songs with great chances to snatch the first place. Was the last major Festival also with the MPB Shell of 1981. Our music is really the greatest on the planet!
                My mother had purchased the single "Agonia" – winner of the festival and later included to leverage the sales on Osvaldo Montenegro´s album that year - and became even today one of my songs ever. I went to buy this perfect nice pair many years later, at a record marquet in Rio. One of them has just been signed in one night show in Copacabana  by Amelinha! (see photo). I bought also a copy of the extinct “Manchete” magazine´s August 80 edition with a great matter about the festival. I also found a nice report  about the subject on this blog: http://festivalesdempb.blogspot.com.br/search/label/1980 by Evangeline Maffei. Enjoy this great piece of MPB music record, friends.
Photo credits: Alvaro Az.

domingo, 21 de agosto de 2016

Scissor´s cut - Art Garfunkel (1981).

          Quando eu me desfiz de grande parte de minha coleção em 2011, Garfunkel ficou. Sempre o considerei o cantor branco de música pop mais consistente da década de 70. Destaco, porém, outros grandes nomes, como Barry Manylow. Mas isto é papo pra quem tem gosto mais eclético, e não somente o gosto por rock ou pop, não é mesmo?

            Art conseguiu se destacar - como todos sabem - na dupla com Paul Simon, deixando um legado de canções no subconsciente americano e mundial até hoje. Sua carreira solo tem altos e baixos, mas bem consistente por quase uma década depois que se separou da dupla. Aliando-se a músicos competentes e compositores de alto calibre a partir de 1973. Tenho seus 5 primeiros álbuns-solo e uma coletânea com Paul Simon, quase obrigatória...


 


            Este disco de 1981 é absolutamente do melhor que ele produziu, embora somente tenha gerado um single - "A heart in New York" - e longe de ser seu trabalho mais reconhecido tanto por crítica quanto por vendagens. Descobri em notas na Internet de que este álbum foi marcado pela perda da namorada de Art à época, o que se nota no romantismo das canções.  

            "A heart in New York" foi ovacionada pelo público quando executada no famoso concerto de 1981 no Central Park, o qual reuniu a famosa dupla e que deu origem a um dvd e a um álbum duplo. A Grande Maçã mais uma vez foi cantada a verso e prosa e ganhou mais esta homenagem. Neste disco - como em outros da carreira - mais uma vez temos a sessão de canções do fabuloso compositor Jimmy Webb, uma parceria profícua que ficou estabelecida no álbum “Watermark”. Composições de Webb renderam a Garfunkel alguns de seus maiores sucessos, como "All I know" e "Crying in My Sleep". De Webb são 3 e das mais fortes do disco: a faixa título - que fala de brigas conjugais e conta com o backing-vocal bem colocado de Leah Kunkel (que trabalhou também com James Taylor), "In cars" - que evoca a época de ouro da América (os anos 50, onde aquela geração saboreou um pós guerra de crescimento econômico e euforia onde imagens do sonho americano, milk-shakes e namoros nos drive-ins foram muito bem explorados pelo cinema) e "That´s all I got to say", que consta como tema de um filme (“O último unicórnio”) e realmente possui aquela aura infantil que nos remete à momentos lúdicos. Linda. Outro destaque é "Bright eyes", magnífica e sublime e uma prova do que um grande refrão faz com uma canção. "Can't Turn My Heart Away" e "So easy to begin" são daquelas canções calmas, defendidas com maestria pela voz de tenor suave de Art. "Hang on in" é pra cima e dançante, mas destoa do resto do repertório...

            A crítica da Rolling Stone deu a este disco 4 estrelas em 81. Minha cópia é holandesa da CBS. Outro disco dele que destaco - e sua melhor performance nas paradas - é "Breakaway" de 1975. Boas dicas para quem quer ter um disco para namorar no escurinho e aproveitar o melhor que a música americana pop nos deu à época, com nomes fundamentais como Paul Simon, James Taylor, Carole King, Don McLean entre outros. Saudações!  


ENGLISH VERSION

When I sold great part of my collection in 2011, Garfunkel stayed. I have always considered him the more consistent white pop singer from the 70´s. I would highlight, however, other big names such as Barry Manylow. But this is another subject to eclectic tastes, and not only the taste for rock or pop, right?

Art managed his highlights - as everyone knows - in double with Paul Simon, leaving a legacy of songs in American and world subconscious until today. His solo career has its ups and downs, but well consistent for almost a decade after that separation - allying musicians authorities and composers of high caliber from 1973. I have his first 5 solo albums and a collection with Paul Simon, almost obligatory...

This 1981 work is absolutely the best he has produced, although only has generated a single - "A heart in New York" - and far from his more recognized works by both critical and sales. I discovered in Internet notes that this album was recorded soon after the loss of his girlfriend at the time, which led to the romanticism of the songs.

"A heart in New York" was a mark when performed in the famous concert back in Central Park, 1981 - which brought together the famous double and rose a DVD and a double album. The Big Apple was once more sung in “verse and prose” and won another great tribute here. In this work – like others in his career - once again we have the session of songs by fabulous composer Jimmy Webb, which stablished a fruitful partnership back in the “Watermark” album. Compositions of Webb earned Garfunkel some of its greatest successes, such as "All I know" and "Crying in My Sleep". By Webb we have 3 of the strongest here: The title track - which speaks of marital discord and counts with the well placed backing-vocal by Leah Kunkel (who also worked with James Taylor), "In cars" - that evokes the golden era of America (the 50´s, where that generation savored a post-war economic growth and euphoria and where images of the American dream, milk-shakes and dating in drive-ins were very well explored in movies) and 'That's all I got to say", which appears as a movie theme (“The last unicorn”) and really has that childhood aura that refer us to ludic moments. Beautiful. Another highlight is "Bright eyes' - magnificent and sublime and a proof of what a great chorus can make to a song. "Can't Turn My Heart Away" and "So easy to begin" are those calm songs, defended masterfully by Art´s voice of smooth tenor. "Hang on in" is upbeat and dancing, but in disharmony with the rest of playlist...
 
    The Rolling Stone review gave this work 4 stars back in 81. My copy is from CBS Holland. Another work from him that I can surely highlight - and his best performance in outages - is "Breakaway" from 1975. Good tips for anyone who wants to have a disc to a semi-dark dating and enjoy the best that the American pop music gave us in that era, with fundamental names such as Paul Simon, James Taylor, Carole King, Don McLean among others. Greetings!