domingo, 11 de janeiro de 2015

Now that´s what I call quite good - The Housemartins.

Now That's What I Call Quite Good
Esta é uma coletânea de 24 músicas da banda de Hull, Inglaterra, que durou apenas 3 anos (1985-1987). Contém singles e as principais músicas de seus dois discos de estúdio.  O primeiro (London 0 x 4 Hull) nem sequer chegou a sair por aqui.
Os Housemartins ou "a banda que gostava de dizer não” se caracterizaram pelo vocal marcante de Paul Heaton (muitas vezes utilizando-se de recursos à capela como em “Caravan of love” - único número 1 da banda nas paradas - “Lean on me”  ou ainda “I´ll be your shelter”), uma sonoridade baseada em guitarras (como o The Smiths ou os Commotions de Lloyd Cole) além de uma excepcional cozinha. Também encontramos metais e pianos pontuais em arranjos matadores como em “Bow down” e “The people who grinned themselves to death” – título do único álbum deles lançado no Brasil.


As harmonias traziam o jingle-jangle característico do rock inglês da época em músicas como “We´re not deep”, “Sheep”, “Always something there to remind me” ou “ The mighty ship” - uma homenagem à igreja batista de Chicago.
Lá estão hits da banda no Reino Unido e Nova Zelândia como “Happy hour”, “Me and the farmer”,a balada ”Think for a minute”, "Five Get Over Excited" e o mega-hit no Brasil “Build”, esta última tendo estourado nas rádios e ficando conhecida por seu refrão como “melô do papel”.  Muitos pensaram se tratar de uma canção romântica, sendo, na verdade, uma crítica feroz ao progresso sem fronteiras.
A política e os temas sociais estão presentes na maioria das letras da banda, mesmo nas baladas (como na belíssima “Flag day”, que alfineta a realeza britânica) e em “Sitting on a Fence”.
A banda faz releituras de outros artistas como em “I´ll be your shelter” (Luther Ingram) e “You´ve got a friend” (Carole King), mas sem resultados dignos de nota.  

Após o fim do quarteto, o batera Dave Hemingway e Heaton fundaram o “Beautiful South”, cuja sonoridade não ficou distante dos Housemartins – gravando vários álbuns com alguns hits no Reino Unido.  Curiosamente, o baixista Norman Cook enveredou pelas pick-ups tornando-se o bem sucedido DJ “Fatboy Slim”. Stan Cullimore (guitarrista) deixou a música.  Este álbum traz outros dois nomes da banda em sua primeira formação: Hugh Whitaker (bateria) e Ted Key (guitarra). Ambos saíram da banda antes do segundo trabalho.   
Meu exemplar provém da Zoyd (ótima loja no Centro de São Paulo) e é um disco raríssimo por aqui, tendo sido editado apenas em cd. Outro destaque do álbum em formato Gatefold é a belíssima capa do francês Pierre Jahan com a torre Eiffel ao fundo. É o rock inglês pós-punk com todo o seu vigor.



Ano: 1988 / Gravadora: Go! Discs LTD / Gênero: Indie rock / Formato: gatefold / Estado da capa: 4 / Estado do vinil: 5 / Qualidade do som: 5 / Avaliação: 5 / Origem: Inglaterra / Distribuição: Crysalis records & Elektra / Código: AGOLP11.333.

Um comentário:

  1. Legal o blog. Vinil realmente dá um sabor especial ao som. Abraço, Renato (mais vinil.blogspot.com)

    ResponderExcluir