segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Hatfull of hollow - The Smiths (1984).


Eles foram a melhor e mais popular banda Pop inglesa desde Beatles/Stones/Who. Foram responsáveis também pela retomada das guitarras numa época em que bandas "posers" assolavam as rádios. Foram os responsáveis pela parceria mais original e prolífica desde Lennon/McCartney. Foram os responsáveis pelo nascimento de uma legião de fãs fiel, tocados pela beleza das texturas sonoras, pelo conteúdo das letras e pela entrega no palco. Poucos vocalistas se sentiram tão à vontade para falar de temas principalmente emocionais/existencialistas como Morrissey... O mundo Pop está até hoje à espera do surgimento de outro talento e genialidade como o de Johnny Marr... De sua simplicidade musical a seu distinto conceito de mídia (como as ilustrações de capas, o lançamento de singles diversos, a postura de não realizar video clips no formato padrão,etc.), a banda introduziu em grande estilo seu nome na galeria dos maiores nomes do Rock em todos os tempos. Eles foram a mais original banda das Ilhas nos anos oitenta, e para sempre continuarão sendo porta-vozes dos sonhos, das opiniões e dos sentimentos de milhares de pessoas no mundo todo. Os Smiths foram grandes porque falaram a linguagem que o ser humano mais entende: a das emoções.

 


                                                  crédito da foto: acervo de Edgar Soares (grupo Facebook
"Vinil e LP´s colecionadores"). 
 
Este é o álbum que melhor retrata o rock inglês dos anos oitenta. Também o melhor álbum dos Smiths. Recheado de algumas gravações contidas no primeiro álbum da banda, como "Reel around the fountain" ou "What difference does it make" e outras  realizadas em sessões com o legendário radialista John Peel,  o trabalho traduz tudo o que o grupo soube dar à música Pop e àos fãs: de situações caricatas presentes no cotidiano das relações humanas ("Girl afraid" - espécie de música símbolo da banda, tema por muitos anos do programa juvenil televisivo "Realce"), à conotações homossexuais ("Handsome devil"). De insatisfações político-sociais com o governo de Meg Tatcher ("Still ill"), ao rolo-compressor existencialista "How soon is now", considerada por muitos como a verdade-mor de sua carreira. E como não falar da criatividade musical do fenômeno Johnny Marr ("William it was really nothing"), a guitarra mais original do reino unido nos anos 80? Mas este disco se caracteriza por três canções simples, diretas e algo deprimidas, próprias da personalidade de Morrissey e da sensibilidade de Marr: "Back to the old house", "Please please please let me get what I want" e "This night has opened my eyes". Se só tivessem lançado este álbum, já teriam escrito seu nome na galeria dos grandes do Rock inglês e deixadas registradas as verdades de muitos de nós em pérolas musicais...

 
crédito da foto: acervo de Ricardo Santos (grupo Facebook
"Vinil e LP´s colecionadores"). 
 
 
Eu particularmente não possuo a versão em vinil deste disco, mas agradeço aos colegas de Facebook pelo pronto envio das fotos ilustrativas desta postagem. Valeu pela contribuição!  

8 comentários:

  1. Pelo teor apaixonado da resenha esse disco não passará batido pelas suas mãos na próxima oportunidade, né?
    :-)

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    1. Estou ainda em busca de um preço razoável nas feiras do Rio, Alexandre. Quero adquiri-lo em vinil, sim. Abs.

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    2. Por curiosidade, quanto vc acha justo pagar por ele?

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    3. Edição nacional? No máximo R$ 30,00 (se tiver em excelente estado) já que há muitas cópias por aí. Se for importado, aí depende. Edição normal, uns R$ 45 talvez...abs.

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  2. Um album inesquecível! Como o Álvaro bem destacou em sua resenha, a carga de emotividade, e as texturas sonoras do Smiths (algo que semelhante, em suas bandas contemporâneas, só experimentei com Tears for fears) estão todas lá. Além das canções citadas, valeria atentar mais ainda os ouvidos para as versões de "This charming man" e "Hand in glove" presentes no Hatfull... Um dos meus álbuns favoritos desde sempre.

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  3. Olá Alvaro!! Que bacana seu Blog camarada. Está de parabéns.
    Obrigado pela referência do crédito da foto. Que bom que foi a contento.
    No possivel eu tendo como colaborar aqui, farei sim.
    Também acho legal a idéia de fazer menção de um album especifico, espero que a galera aqui não fique com delongas, xingamentos e provocações, das quais no nosso grupo o pessoal não sabe o limite e tb não se liga que o foco principal eh o gosto pelo disco em vinil, prensagens e afins.
    Voltando ao disco, curto muito o Smiths, banda excelente e uma curiosidade eh que Morrisey , se vc prestar atenção, quase sempre ou posso dizer nunca, põe seu rosto nas capas, ja observou?
    Mais uma vez Parabéns.

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    1. Ricardo: Agradeço muito pela tua contribuição e comentário. As portas estão sempre abertas para contribuições. A intenção é justamente esta - unir o pessoal virtualmente, e, quem sabe (e dentro das possibilidades) ao vivo sempre que a vida permitir. Sobre Morrissey, sim, eu sei desta característica...aliás, esta é uma jogada comercial dos Smiths desde o começo - serem avessos às formas tradicionais de videoclipe em que a banda atuava como atores e não aparecer nas capas - deixando as mesmas serem estampadas por artistas de algum renome dos anos 60. Por essas e outras é uma das bandas mais cultuadas do pós-punk. Saudações, obrigado e seja sempre bem-vindo, aqui e no grupo...mesmo que discordemos de postagens ou opiniões! Abração.

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