quinta-feira, 12 de novembro de 2015

XV Feira de vinil - Instituto Bennet, 08 de novembro.


              Mais um dia feliz. Ou um dia de fúria, tal o enxame de pessoas que já se acotovelavam nos stands nas primeiras horas... E assim permaneceu até – pelo menos – umas 18:30 hs. Foi a XV feira de vinil no Instituto Bennet. Muitos expositores novos se fizeram presentes, como o pessoal da Engenharia do Vinil (Centro SP) e a Informal discos (que faz parceria atualmente com a Mara Records). Outros da capital paulista que já tem participação tradicional como a Zoyd (da galeria do Rock) e a BigPappa Records se fizeram presentes. Outros destaques foram a Sensorial Discos (SP) que trouxe lp´s lacrados da última geração indie, a  Zoeira (SP) com seu tradicional furgão azul,  a já famosa Tropicália (com seu staff super gente boa), o Jerry (com seus itens sempre bem cuidados) e a Renaissence da Tijuca entre mais de 60 expositores.
 
 
                A feira organizada pela Satisfaction Discos (RJ) trouxe como plus 2 ex-integrantes da banda setentista Azymuth (foto acima) que estiveram pelos corredores dando a esta edição um charme especial.  Eles receberam o troféu Feira do Vinil do Rio 2015 das mãos do organizador do evento, Marcelo (ao fundo na mesma foto). Junte-se a isto a venda de camisetas, cds, dvds e discotecagem na área 2 (pátio) e teremos os ingredientes ideais para um dia inesquecível para os fãs da bolacha negra. 

 
Ézio da Zoyd discos (esquerda) e Lúcio da Sensorial discos (direita) 

                Também agora – e para futuras feiras – o Instituto serve almoço na própria cantina do local, o que é garantia de conforto para os ávidos garimpadores que não querem se afastar de seu local sagrado nem perder tempo em dias como estes nem mesmo para encher a pança...! Fica apenas a ideia – se já não está sendo feito – para que a organização possa publicar na rede a doação para a Casa de Francisco de Assis dos alimentos não perecíveis que é pedida como entrada para o evento. Transparência é sempre bom nestes casos, certo?

                           
                             Junto ao batera do Azymuth (Mamão) e perdido no paraíso.

                Sem dúvida - e mesmo sem conhecer muitas - esta está entre as 3 melhores feiras de vinil do  país. Seguem os itens comprados:
  • Born sandy devotional - The Triffids;
  • Roupa nova (83);
  • Choque - Kiko Zambianchi;
  • The greatest hits of the Lovin´ Spoonful (import);
  • Main course - Bee Gees;
  • Tudo passará - Nelson Ned;
  • Autobahn (capa azul) - Kraftwerk;
  • A la demand espéciale - Charles Aznavour;
  • Speak like A child - The Style Council (compacto import);

 









 

 

 

 

 

 


 

 








sexta-feira, 30 de outubro de 2015

GA, 1979 - Guilherme Arantes.

                Escrever sobre Guilherme Arantes é uma dívida para mim. Artista hoje reconhecido pela sua obra a qual dispensa comentários na história da moderna MPB, é o artista a que mais shows pude assistir...
Voltando no tempo, como não se maravilhar com sua figura – adolescente que eu era – com as madeixas irrequietas, as caretas, o corpo saltando do piano como um ensandecido. Alguns artistas chamavam a atenção muito pelo visual ou gestual, como ele, Belchior ou – óbvio – Ney Matogrosso...e era muito bom aguardar Guilherme mostrar o sucesso do momento no Globo de Ouro da TV Globo! 
Guilherme Arantes teve esta primeira fase de sua carreira marcada por canções de revolta teenage urbana– nada a se estranhar para um jovem vivendo os loucos anos 70, saído de uma banda progressiva numa cidade como Sampa e seguindo uma carreira contrária ao desejo de seus pais. O ápice desta primeira fase irada e brilhante (que considero entre 1976 a 1980) foi o álbum “Coração Paulista”, de 1980.

Este disco de 1979 pela Warner - e com produção do ex-mutante Liminha - tocou pouco nas rádios. Houve dois compactos distintos lançados como “singles”. Um contendo Estrelas / Biônica (sem foto de capa) e outra com estas duas mais Êxtase e Só o prazer (com a reprodução da foto do LP mesmo). Também teve a posterior reedição mais do que merecida em cd com a inclusão da faixa “Estatísticas” que esteve presente num festival de 1979. 
O álbum abre com a marchinha Loucos e Caretas, num dueto com Emilinha Borba, que, apesar de ser de geração distinta, funciona e muito. Pra cima, com os dois dialogando de forma irreverente, é um bom cartão de visitas trazendo um teclado super alegre. Logo em seguida vem Só o prazer, que penso não ter ficado mais na memória do público por falta de trabalho nas rádios por parte da gravadora ou mesmo pelo refrão lá-lá-lá que pode não ter agradado a alguns. Mas é uma canção pop bem construída e esteve presente em algumas coletâneas de sucessos do compositor. Seguindo temos dois petardos – as baladas Entre eu e você e Hei de aprender. E, creia-me, estão entre as baladas mais lindas de sua carreira com letras maduras com relação à pessoa amada (a primeira) e uma reflexão profunda sobre o ser humano (a segunda, onde solta a voz). Já valem o disco! Fechando o lado A, A cor do cacau traz, como o próprio título já dá a pista, uma harmonia de verão bem praiana, cujo teclado me lembra até um toque de Hawaii. 
O lado B abre com o petardo Êxtase, que até hoje toca nas FMs e é tema de casais apaixonados pelo Brasil afora. A lira de um caboclo é um aparte no disco, apenas cordas e voz, num clima “provençal” onde o autor fala de sua relação com a música. Bom dia retrata em música o que seriam cenas do cotidiano de um sujeito numa grande metrópole...curiosa, prá cima e agitada. A bandinha vem logo em seguida, (será que faz parte das memórias de Guilherme?) com um côro infantil irresistível e que já prenunciava trabalhos dele para o público mirim de grande sucesso como foram “Xixi nas estrelas” e “Lindo balão Azul”. Gostosa de ouvir! Estrelas, a seguinte, traz uma letra apaixonada e um teclado com certa melancolia e me pergunto por que Arantes não explorou mais seu lado baladeiro tão bem quanto neste disco em trabalhos posteriores. Sua performance vocal é marcante nesta faixa. Biônica fecha o álbum num clima de festa, agradável música pop para as rádios, mas que não chegou a figurar entre suas canções mais conhecidas.

Depois do sucesso impactante no MPB Shell de 80 com “Planeta Água”, o single “Deixa chover” (de 1981 e minha música pop preferida de seu repertório) e dois bons álbuns em 82 e 83 , a carreira de Arantes entrou numa divisão inusitada. Ele começou a tocar feito água nas rádios com o álbum “Despertar” (do hit “Cheia de charme” de 1985), manteve o hábito de figurar suas canções entre os temas de novelas ao longo dos anos 80... mas sua música ficou – em minha opinião – mais fria. Digo fria em relação ao uso de sintetizadores e outros bichos em seu som. Ele trocou as letras mais sociais por temas românticos, muitas vezes até sendo tachado de brega por muitos, o que fez com que houvesse uma retração de seu antigo público – como eu. Seu som ficou mais cheio, sem perder a qualidade, porém... Que saudade do pianista solitário a entoar suas angústias! Mas a vida muda, os músicos absorvem as tecnologias, o mercado vai em outra direção e – vale a pena lembrar – todos os medalhões da MPB tiveram uma queda em vendagens e sucesso a partir dos anos que marcaram o rock Brasil como uma nova força em nossa mídia musical.

Guilherme Arantes certamente lançou álbuns de destaque em todas as décadas (o belo “New Classical Piano Solos” de 2000, “Pão” de 1990), etc. que podem não ter a força de seus primeiros trabalhos ou do consagrado “Despertar”, porém, recentemente descoberto por alguns artistas da nova geração, sua herança musical se perpetua. Eu agradeço a Guilherme a quem uma vez gritei “mestre!” em um show no extinto Canecão e fui respondido com uma breve explanação do porquê Arantes gostava tanto de casas intimistas...Então, valeu mestre!
Crédito das fotos: 1- acervo próprio, 2- Internet, 3- GA fã clube: facebook.com/guilhermearantesfc.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Títulos de minha coleção.

Acompanhe nesta publicação todos os meus títulos. O meu catálogo está sendo construído de a poucos no site da Discogs: https://www.discogs.com/user/alvaroasc/collection
 
Pode perguntar o que desejar saber. 
Esta coleção consiste basicamente de material da MPB (artistas e Rock Brasil) e de bandas dos anos 80, que são as que mais gosto. Hoje em dia a coleção está um tanto eclética! 

Saudações a todos.




segunda-feira, 5 de outubro de 2015

LISBOA - garimpando em terras lusitanas.


                Por ocasião de minha visita à capital portuguesa, pude constatar o quão rica de lojas é Lisboa. Eu já havia programado umas compras e, inclusive, reservado uns discos por lá em algumas lojas por email. Mas o que vi foi acima da expectativa...segue algumas observações minhas e fotos nas lojas.
Louie Louie:  Começo falando desta charmosa loja, numa rua estreita do bairro chamado Baixa Chiado – colada na estação do metrô.  Organizada, com sofás, aparelho para audição de vinis, barzinho para clientes! O Jorge Dias, dono do local, para minha surpresa havia realmente separado todos os itens que havíamos conversado por email.  Me poupou tempo, pois turista não dispõe disto normalmente quando está numa cidade no exterior e quer aproveitar tudo e muito rápido. Apesar disto, pude vasculhar outros itens na seção anos 80 – meu foco – e adquiri finalmente  alguns sonhos de consumo como a edição especial dupla do disco "The cost of loving"do Style Council e "Rage in Eden" do Ultravox. Recomendo esta loja pelos ótimos preços e numa área da cidade que é conhecida pela boemia, com barzinhos e ótimos lugares para ,inclusive, assistir a shows.
(http://www.louielouie.biz)
Discolecção: Esta loja é menor, fica numa ruela chamada Calçada do Duque ao lado do largo da Igreja de São Roque – a duas quadras do metrô Baixa Chiado. A loja é decorada com vários posters interessantes de época. O Victor é um sujeito muito bacana e me informou que a variedade não era muita por conta de estarmos fora do verão. Porém, a loja possui muita oferta e acabei por levar um do Dead can dance ("The serpent´s egg") que, creio, somente saiu no Brasil em cd. A loja tem muita visitação apesar de ser pequena e conta tb com alguns saldos que não tive como olhar com calma. Recomendada com certeza. Não possuem site. 
Garimpo na loja Discolecção, Lisboa
Sound Club store: Na Rua da Misericórdia e a cerca de uma quadra do Discolecção, encontramos numa galeria luxuosa esta loja com muita coisa em 12 polegadas (singles), compactos, artigos dos Beatles e vários gêneros. O preço não é tão convidativo, mas a loja prima pelo cuidado com seus itens. Acabei por levar apenas um também: ("Archictecture & morality" do OMD (Orchestra Manoeuvres in the Dark) com seu super-hit “Souvenir” de 1981. No segundo piso itens de world-music e DJ´s que preferi não conhecer. Eles não possuem site, apenas Facebook.
Garimpo na loja Sound Club Store, Lisboa 
 
Carbono: Esta é A loja se você quer comprar usados a preços convidativos e, creia-me, em estado de zero. Nem conto quantos LPs levei desta loja...apenas cito dois que buscava há tempos com preço justo - "In the flat field" do Bauhaus e um instrumental do Felt. A seção de usados é tão farta que você precisa de mais de 1 ½ para verificar e se perder em todas as ofertas. Haja money... A loja está organizada em estilos e a seção anos 80 é bem variada. Outros grupos – como U2, Pink Floyd, Led Zeppelin, etc, contam com seções em separado. A loja possui ademais picture discs (que não sei se estavam à venda), novidades em relançamentos 180 gramas, camisetas...é bastante ampla. Não consegui descontos, mas valeu pelo que pude adquirir em importados baratos (coisa de leve 5, pague 4). Estive duas vezes lá e não consegui visualizar tudo o que queria! A Carbono fica numa rua transversal à lindíssima Avenida da Liberdade – metrô Avenida ou Restauradores.(www.carbono.com.pt)

 
 
 
Garimpo na loja Carbono, Lisboa

Atenção: as lojas em Lisboa abrem tarde. Portanto, o melhor horário para garimpar é a partir de 13:00 hs. Recomendo a visita nestas 4 lojas e deixo a direção do mapa da mina no site abaixo. Valeu pessoal!
http://www.lisbonrecordshops.com 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

I & II - The Mission (singles, 1986).


Nos idos de 1988...
Esperei mais de 25 anos para encontrar em sebos ou feiras estes dois primeiros singles da banda. À época em que foram lançados receberam repercussão apenas da Fluminense (“Maldita”) FM, a qual tocava os b-sides e alternativos do rock inglês para uma legião de ouvintes fiéis. Gravei estas músicas copiando do k7 de uma amiga. E bem lembro que cheguei a fazer a capinha da fita utilizando uma foto da extinta revista BIZZ...bons tempos. O The Mission, pra quem não sabe, é fruto do racha nos Sisters of Mercy e seguia a linha gótica, com vocais guturais, temas densos e visual dark.

O show no Brasil...

A apresentação da banda de Leeds, Inglaterra, no Canecão (RJ) me lembro bem. Eles estavam na turnê da divulgação do “Children”, seu segundo LP, buscando atingir o público norte-americano (realizaram extensa turnê por lá) e passaram aqui na América do Sul também. Show abarrotado, porém consegui ficar com amigos bem lá na frente do palco. A banda deu a impressão de entrar “chapada”, mas fez um grande show, com todos os hits da época. Em certa hora, atiraram um morcego de pelúcia no palco (!), que foi bem recebido por Wayne Hussey e compartilhado com toda a banda. Uma amiga minha levou flores - entregues ao final do concerto ao vocalista. Enfim, um show inesquecível. Pude inclusive, no dia seguinte – e com informações quentes vindas de contatos – comparecer no Pão de Açúcar para esperar a banda descer do passeio no morro e angariar autógrafos de 3 integrantes. O baixista Craig Adams, muito arredio, saiu de fininho e ficou de fora.  Pena que à época, não tínhamos celular...

Os singles:

THE MISSION I – may 1986 UK Chapter 22 label 3-track 12 single: SERPENTS KISS / NAKED AND SAVAGE/ WAKE;  catalog number CHAP6/7.


THE MISSION II – july 1986 UK Chapter 22 label 4-track 12 single: LIKE A HURRICANE / GARDEN OF DELIGHT / OVER THE HILLS AND FAR AWAY / THE CRYSTAL OCEAN; catalog number
12CHAP7.

O “I” traz a melhor música da banda, “SERPENTS KISS”, a bela e sensual  “NAKED AND SAVAGE” e a climática “WAKE”, que parece ter saída de um conto infantil macabro... Creio apenas “NAKED...” não tenha sido tocada ao vivo. Este single chegou à posição 12 nas paradas independentes. O “II” traz a versão para  LIKE A HURRICANE de Neil Young, muito classuda e com a timbragem bonita de guitarras que o The Mission sempre utilizou. No mesmo clima rock´n´roll tem “OVER THE HILLS AND FAR AWAY”. Já “GARDEN OF DELIGHT” é mais sensual e “CRYSTAL OCEAN” fecha o trabalho com bela harmonia. GARDEN OF DELIGHT” ostentou por 2 semanas o topo da parada independente britânica em 86.
Estes são raríssimos por aqui. Single é algo que não tem reedição em 180 gramas, não tem em cd, não tem um grande número circulando no mercado –como os LPs - ,então é raro mesmo. Ainda por cima trazendo ilustrações bonitas de Sandy Ball nas capas, que perduraram até o single IV da banda e marcaram o lado visual  deles tanto quanto Derek Riggs marcou o Iron Maiden. Que o diga o palco utilizado na turnê britânica do primeiro LP da banda.

As timbragens, somadas à  voz inconfundível de Hussey e a afinada cozinha – característica de muitas bandas britânicas dos anos 80 – fazem uma mistura única que certamente encantou muita gente. Depois a banda meio que abandonou o lado gótico que predominou até o “God´s own medicine” (foto 3) e passou a investir – como já citei – no mercado dos EUA e em músicas no formato pop. Emplacaram mais hits, como a belíssima “Butterfly on a wheel” ou "Hands Across the Ocean" mas já tinham deixado o lado dark de lado. É isso aí, pessoal. Vale a pena conhecer o LP “The first chapter” que traz a maioria destas canções aí. Porém, eu prefiro o charme dos singles...
Foto 1 - LP "God´s own medicine"- crédito: acervo de Gilber de Oliveira Pontes (grupo Facebook Vinil e LP´s colecionadores).
 





 

 






 










 



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Hatfull of hollow - The Smiths (1984).


Eles foram a melhor e mais popular banda Pop inglesa desde Beatles/Stones/Who. Foram responsáveis também pela retomada das guitarras numa época em que bandas "posers" assolavam as rádios. Foram os responsáveis pela parceria mais original e prolífica desde Lennon/McCartney. Foram os responsáveis pelo nascimento de uma legião de fãs fiel, tocados pela beleza das texturas sonoras, pelo conteúdo das letras e pela entrega no palco. Poucos vocalistas se sentiram tão à vontade para falar de temas principalmente emocionais/existencialistas como Morrissey... 

O mundo Pop está até hoje à espera do surgimento de outro talento e genialidade como o de Johnny Marr... De sua simplicidade musical a seu distinto conceito de mídia (como as ilustrações de capas, o lançamento de singles diversos, a postura de não realizar video clips no formato padrão,etc.), a banda introduziu em grande estilo seu nome na galeria dos maiores nomes do Rock em todos os tempos. Eles foram a mais original banda das Ilhas nos anos oitenta, e para sempre continuarão sendo porta-vozes dos sonhos, das opiniões e dos sentimentos de milhares de pessoas no mundo todo. Os Smiths foram grandes porque falaram a linguagem que o ser humano mais entende: a das emoções.

Este é o álbum que melhor retrata o rock inglês dos anos oitenta. Também o melhor álbum dos Smiths. Recheado de algumas gravações contidas no primeiro álbum da banda, como "Reel around the fountain" ou "What difference does it make" e outras realizadas em sessões com o legendário radialista John Peel, o trabalho traduz tudo o que o grupo soube dar à música Pop e àos fãs: de situações caricatas presentes no cotidiano das relações humanas ("Girl afraid" - espécie de música símbolo da banda, tema por muitos anos do programa juvenil televisivo "Realce"), à conotações homossexuais ("Handsome devil"). De insatisfações político-sociais com o governo de Meg Tatcher ("Still ill"), ao rolo-compressor existencialista "How soon is now", considerada por muitos como a verdade-mor de sua carreira. E como não falar da criatividade musical do fenômeno Johnny Marr ("William it was really nothing"), a guitarra mais original do reino unido nos anos 80? Mas este disco se caracteriza por três canções simples, diretas e algo deprimidas, próprias da personalidade de Morrissey e da sensibilidade de Marr: "Back to the old house", "Please please please let me get what I want" e "This night has opened my eyes". Se só tivessem lançado este álbum, já teriam escrito seu nome na galeria dos grandes do Rock inglês e deixadas registradas as verdades de muitos de nós em pérolas musicais...

Eu particularmente não possuo a versão em vinil deste disco, mas agradeço aos colegas de Facebook pelo pronto envio das fotos ilustrativas desta postagem. Valeu pela contribuição!

crédito das fotos: 1. acervo de Edgar Soares (grupo Facebook "Vinil e LP´s colecionadores"); 2. acervo de Ricardo Santos (grupo Facebook "Vinil e LP´s colecionadores").

terça-feira, 7 de julho de 2015

Feira Carioca de vinil no salão do Bola Preta, RJ - 12 de julho.

Nesta eu cheguei e saí mais cedo, porém, pude apreciar alguns fatos que merecem destaque:

=> Esta estava mais interessante do que a última de dezembro/2014 e achei que havia mais gente prestigiando;
=> Água mineral a R$ 5,00 a garrafinha? Nem dando LP de graça! - fica a dica para os próximos eventos. Não paguei e acho absurdo cobrarem este preço;
=> Se notou alguns lojistas fazendo promoções superinteressantes de compactos - eu mesmo levei dois raros. Isto é muito bom, pois às vezes não se quer levar o LP por causa de uma única música. Havia uns 3 lotes a R$ 10,00 reais muito bom - mas não sei informar qual foi o lojista que tomou esta iniciativa...;
=> Muito lojista fala que tem bom preço, que isso, que aquilo, mas LP de rock que é bom e todo mundo procura, continua inflacionado! Compacto do Floyd nacional a R$ 40,00 é brincadeira. Nem em loja custa isso. Encontrei mais de uma banca cujos lojistas estão há umas 3 feiras com um lote enorme contendo os MESMOS Lps - e depois se escuta que a feira não foi muito boa, etc. Por que será? Porque está na hora de parar de querer cobrar LP nacional tipo Iron Maiden ou Stones a R$ 50,00 / R$ 60,00 os quais se encontram em qualquer esquina de rua. A maioria dos consumidores está bem informada sobre preços e não se dispõe a pagar o que se pede. Fica a dica: LP nacional mais fácil? Uns R$ 30,00 tá bom preço. Importado? Aí sim, vai depender.


Bem, eu consegui LPs em estado de novo nesta feira e listo a seguir os itens...tudo me saiu por menos de R$ 100,00. Saudações e espero que os vendedores se conscientizem de que ainda há muito LP circulando por aí e a galera não está de bobeira na avaliação, não. Antena ligada, gente!
  • Gonzaguinha (Da vida);
  • Simone (Ao vivo no Canecão, 79);
  • Egberto Gismonti (Corações futuristas);
  • Geraldo Vandré (coletânea);
  • The Cure (Standing on a beach - the singles. Importado francês);
  • Bee Gees (2 years on. Importado americano);
além de 2 compactos já citados acima.

Saudações.

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Aos amantes do vinil, mais uma chance para conseguir aquele disco esperado: mais uma vez o Cordão do Bola Preta abre suas portas para abrigar uma feira de vinil. Vai ser neste domingo, 12 de julho das 10:00 hs - tome café reforçado! - às 20:00 hs.

 
Entre os expositores, estarão alguns de São Paulo (que creio não estiveram no Bennet em junho), a Mara Records, o Jerry do Lavradio, o Júnior discos da Pça. Tiradentes, entre vários outros.
Prestigie mais esse evento que somente reforça o domínio atual da mídia no cenário musical. Saudações a todos!